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08/04/2010 - 12h02

Novas negociações sobre clima tentarão superar decepção da COP15

As negociações sobre o clima patrocinadas pela ONU serão reiniciadas nesta sexta-feira, na Alemanha, pouco mais de 100 dias depois da Cúpula do Clima de Copenhague (COP15), cujo fracasso foi diretamente proporcional às expectativas que gerou.

Os representantes dos 194 países da Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (CMNUCC) se reúnem em Bonn de sexta a domingo para fixar um progrma de trabalho até a próxima grande cúpula sobre o clima, prevista para o início de dezembro no México.

"A reunião de Bonn será crucial para reconstruir a confiança no processo, demonstrar que será aberto e transparente", resumiu Yvo de Boer, secretário executivo da CMNUCC.

Negociado de último minuto por 20 chefes de Estado, o Acordo de Copenhague, que fixa como objetivo limitar a elevação da temperatura do planeta a dois graus, mas se mantém evasivo sobre os meios para conseguir isso, está no centro do debate.

Quase 100 países países indicaram oficialmente que apoiavam o projeto, e 75 deles anunciaram seu compromisso para reduzir ou limitar o aumento de suas emissões de gás-estufa até 2020.

Compromissos cifrados que, no entanto, a esse nível, são insuficientes para alcançar o objetivo de dividir por dois as emissões mundiais até 2050, na esperança de se manter abaixo do nível dos dois graus.

De qualquer maneira, resta uma questão delicada: como integrar às negociações da ONU o texto de duas páginas e meia do qual os países do planeta se limitaram a "tomar nota" ao término de uma última noite de caóticas transações em Copenhague?

"É complicado, mas não fazê-lo seria pior ainda", resume Brice Lalonde, embaixador francês para o clima.

Além deste assunto, que pode provocar discussões intensas, os delegados dos 194 países também devem debater as maneiras de levar adiante as negociações no futuro.

Neste contexto, devem tentar preencher o vazio - flagrante nas últimas horas de Copenhague - entre os negociadores de um lado, que administram códigos e hábitos geralmente incompreensíveis, e os líderes políticos do outro.

Também está cada vez mais claro que as negociações sobre o clima não poderão se resumir a discursos na ONU, com uma multiplicação de reuniões sob outros formatos.

No início de março, uma conferência internacional reuniu em Paris os representantes dos países das principais bacias florestais do planeta: Amazônia, Congo e Papua-Nova Guiné.

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