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08/04/2010 - 16h28

ONG denuncia morte de um preso por dia em prisões venezuelanas

Um detento morre por dia nas prisões venezuelanas, uma situação que perdura no transcurso deste ano, repetindo uma estatística do ano passado, quando 366 presos morreram vítimas de violência dentro de penitenciárias, informou nesta quinta-feira a ONG Observatório Venezuelano de Prisões (OVP).

"Continua morrendo um interno por dia. Nos dois primeiros meses deste ano, morreram 61 pessoas", disseram Humberto Prado, diretor do OVP, em um encontro com correspondentes estrangeiros em Caracas.

"As cifras se mantêm e não há ferramentas que permitam terminar com a violência nas prisões venezuelanas", acrescentou Prado, para quem as penitenciárias da Venezuela são as "mais violentas" da América Latina.

Os dois primeiros meses de 2010 deixaram ainda 134 feridos. Em 2009, houve 366 mortos e 635 feridos, segundo o OPV.

Segundo Prado, as prisões da Venezuela são as mais violentas da região por diversos fatores, como a superlotação ou a má gestão do governo de Hugo Chávez na administração das penitenciárias e a aplicação da Justiça.

Alguns dos problemas mais graves são a lentidão dos processos judiciais, que mantém na prisão durante longos períodos presos sem sentença, bem como a incapacidade do Estado para resguardar a segurança dos milhares de internos porque falta pessoal qualificado e suficiente.

Além disso, o OVP destaca graves problemas sanitários, escassez de água potável, contaminação e um atendimento médico deficiente nas prisões.

A população carcerária da Venezuela é de 34.270 presos em uma população de 27 milhões de habitantes. A infraestrutura das prisões, no entanto, tem capacidade para abrigar apenas 12.000 presos.

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