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10/04/2010 - 15h02

Sudão finaliza preparativos para suas primeiras eleições em 24 anos

A commissão eleitoral realizava neste sábado os últimos preparativos para permitir aos sudaneses participarem, domingo, das primeiras eleições multipartidárias desde 1986.

As autoridades transportavam ainda neste sábado as urnas para diferentes regiões do Sudão para garantir que 16 milhões de eleitores pudessem exercer seu direito de voto, em meio a muitas dificuldades.

Só a superfície do Sudão representa cinco vezes a da França e algumas regiões estão completamente isoladas.

Dezesseis aviões, 16 helicópteros e mais de 2.000 veículos estão mobilizados para encaminhar o material eleitoral a tempo.

"Espero que as eleições sejam inteiramente compatíveis com as normas internacionais, que sejam seguras, livres e justas, de modo a permitir que os eleitores possam expressar-se livremente, sem intimidações e que os resultados sejam contabilizados de forma (...) imparcial", disse neste sábado o ex-presidente americano Jimmy Carter durante encontro com o líder sudanês Omar al-Béchir.

"Vamos acompanhar a apuração diretamente", acrescentou Carter cuja fundação faz parte dos observadores internacionais das eleições sudanesas - legislativas, regionais e presidencial - que se desenvolverão durante três dias, a partir deste domingo.

"Sabemos que nenhuma eleição no mundo é perfeita. E esta não será diferente", admitiu Abdullah Ahmed Abdullah, vice-secretário-geral da comissão eleitoral sudanesa, durante entrevista à imprensa em Cartum.

O Sudão, gigante africano de 40 milhões de habitantes, realiza suas primeiras eleições desde 1986 e do golpe de Estado militar de 1989 liderado por Omar al-Béchir apoiado por islamitas.

O pleito, no entanto, será boicotado por grande parte da oposição, incluindo o Partido Umma do ex-primeiro-ministro Sadek al-Mahdi, que denuncia irregularidades, e - parcialmente - por ex-rebeldes do SPLM cujo candidato e principal oponente a Béchir, Yasser Arman, retirou-se da disputa.

Aos 66 anos, Béchir conta com estas eleições para conseguir legitimidade internacional, um ano após o mandato de detenção expedido contra ele pela Corte Penal Internacional (CPI) por crimes de guerra e crimes contra a humanidade por sua atuação em Darfur, região do oeste do país presa de uma guerra civil.

Observadores temem que a votação - e mais precisamente o anúncio dos primeiros resultados - sirvam de pretexto a violências num país mais habituado à guerra do que à paz desde sua independência, em 1956.

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