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11/04/2010 - 12h06

Pousa em Varsóvia o avião transportando o corpo de Kaczynski

O avião que levava o corpo do presidente polonês Lech Kaczynski, morto num acidente aéreo sábado, na Rússia, aterrissou neste domingo no aeroporto militar de Varsóvia.

No entanto, o corpo da esposa do chefe de Estado polonês, morta junto com ele, não pôde ser identificado, pelo que não foi repatriado a Varsóvia, confirmou o porta-voz presidencial à AFP.

A filha do presidente morto e seu irmão gêmeo, Jaroslaw Kaczynski, entre outros membros da família, assim como as demais autoridades polonesas e o presidente do parlamento europeu, Jerzy Buzek, participaram, no aeroporto, de uma cerimônia oficial.

Em seguida, o cortejo fúnebre dirigiu-se ao palácio presidencial, no centro histórico de Varsóvia. Milhares de poloneses se aglomeravam desde o início da tarde, hora local, ao longo de todo o percurso para prestar a seu presidente morto uma última homenagem.

Na cerimônia no aeroporto militar, as preces ficaram a cargo do Núncio apostólico da Polônia, o arcebispo Jozef Kowalczyk, do secretário do Episcopado, bispo Stanislaw Budzik, e do arcebispo de Varsóvia, Kazimierz Nycz.

A filha de Lech Kaczynski foi a primeira a ajoelhar-se diante do caixão de seu pai coberto com a bandeira polonesa branca e vermelha. Depois dela, Jaroslaw Kaczynski permaneceu durante logo tempo junto ao corpo do irmão, pousando por um momento a mão no caixão e fazendo o sinal da cruz.

Uma a uma, as pessoas ligadas a Lech Kaczynski e as personalidades presentes no aeroporto repetiram o gesto.

Em seguida, o caixão foi colocado num carro especial, ao som da marcha fúnebre de Frédéric Chopin, dirigindo-se ao palácio presidencial.

A Polônia, de luto, havia observado na manhã deste domingo dois minutos de silêncio, em homenagem às 96 vítimas do acidente aéreo de sábado na Rússia.

As televisões locais mostraram imagens de diversos locais do país, onde a vida parou, atenta às sirenes que anunciavam o momento de orações.

Reunidos no Parlamento, membros do governo e parlamentares acenderam velas pelas almas dos mortos, repetindo o gesto realizado do lado de fora do palácio presidencial de Varsóvia, pela multidão em silêncio, em meio a um verdadeiro mar de flores depositadas sábado.

Nas grandes avenidas da capital, o trânsito foi interrompido, com os motoristas deixando os carros para, de pé, prestarem sua última homenagem, comprovou a AFP.

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