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11/04/2010 - 11h04

Presidente Omar al-Bashir vota nas primeiras eleições no Sudão em 24 anos

O presidente sudanês Omar al-Bashir depositou seu voto numa urna de Cartum, neste domingo, na abertura das primeiras eleições legislativas, regionais e a presidencial desde 1986 no Sudão, comprovou a AFP.

"Alah Akbar!" declarou o dirigente sudanês, que vestia uma túnica e um turbante brancos, mostrando a tinta no dedo, numa seção eleitoral situada muito perto da residência oficial, no centro da cidade.

Omar al-Bashir, sobre quem pesa uma ordem de captura internacional, é o candidato favorito da eleição presidencial sudanesa. É a primera vez que participa de um pleito multipartidário desde que tomou o poder em 1989, através de um golpe de Estado militar apoiado por islamitas.

O Sudão possui 16 milhões de eleitores, num país com superfície representando cinco vezes a da França e algumas regiões são completamente isoladas.

Dezesseis aviões, 16 helicópteros e mais de 2.000 veículos mobilizaram-se para encaminhar o material eleitoral a tempo.

"Espero que as eleições sejam inteiramente compatíveis com as normas internacionais, que sejam seguras, livres e justas, de modo a permitir que os eleitores possam expressar-se livremente, sem intimidações e que os resultados sejam contabilizados de forma (...) imparcial", disse no sábado o ex-presidente americano Jimmy Carter durante encontro com o líder sudanês Omar al-Béchir.

"Vamos acompanhar a apuração diretamente", acrescentou Carter cuja fundação faz parte dos observadores internacionais das eleições sudanesas - legislativas, regionais e presidencial - que se desenvolverão durante três dias, a partir deste domingo.

"Sabemos que nenhuma eleição no mundo é perfeita. E esta não será diferente", admitiu Abdullah Ahmed Abdullah, vice-secretário-geral da comissão eleitoral sudanesa, durante entrevista à imprensa em Cartum.

O Sudão, gigante africano de 40 milhões de habitantes, realiza suas primeiras eleições desde 1986 e do golpe de Estado militar de 1989 liderado por Omar al-Béchir apoiado por islamitas.

O pleito, no entanto, está sendo boicotado por grande parte da oposição, incluindo o Partido Umma do ex-primeiro-ministro Sadek al-Mahdi, que denuncia irregularidades, e - parcialmente - por ex-rebeldes do SPLM cujo candidato e principal oponente a Bachir, Yasser Arman, retirou-se da disputa.

Aos 66 anos, Bachir conta com estas eleições para conseguir legitimidade internacional, um ano após o mandato de detenção expedido contra ele pela Corte Penal Internacional (CPI) por crimes de guerra e crimes contra a humanidade por sua atuação em Darfur, região do oeste do país presa de uma guerra civil.

Observadores temem que a votação - e mais precisamente o anúncio dos primeiros resultados - sirvam de pretexto a violências num país mais habituado à guerra do que à paz desde sua independência, em 1956.

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