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12/04/2010 - 19h08

Brasil e EUA assinam acordo de cooperação militar

Os Estados Unidos e o Brasil assinaram nesta segunda-feira, em Washington, um acordo de cooperação militar, o segundo do governo de Barack Obama com um país latino-americano, depois do que foi firmado com a Colômbia, motivo de grande polêmica na região.

A assinatura foi feita no Pentágono pelo secretário de Defesa americano, Robert Gates, e o ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim.

"Este acordo formaliza os inúmeros interesses em matéria de segurança e valores que compartilhamos enquanto nações com maior população do continente americano", disse Gates à imprensa, após a solenidade.

O acordo destina-se a promover a colaboração entre os dois países em matéria de conhecimentos militares, treinamento, exercícios conjuntos e projetos comerciais, destacou Robert Gates.

"Seus termos em nada ferem os princípios das Cartas da ONU e da OEA de respeito à soberania, de não intervenção nos assuntos internos dos países", deixou claro o ministro Nelson Jobim.

O acordo, que prevê a cooperação entre as indústrias de defesa de ambos os países, foi subscrito num momento em que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva estuda a compra de aviões para sua força aérea - uma corrida à qual se lançou o fabricante americano Boeing para fornecer aviões F/A-18 Super Hornet de combate ao Brasil. O francês Dassault, com os Rafale - preferidos por Lula- e o sueco Saab com os Gripen NG estão igualmente em disputa para conseguir este contrato de vários bilhões de dólares relativo à licitação para a compra de 36 aviões.

No dia 7 de abril, Jobim havia informado que entregaria nesta semana seu relatório sobre a aquisição de aviões de caça ao presidente brasileiro. Lula deverá, em seguida, convocar e ouvir o Conselho Nacional da Defesa para, enfim, anunciar sua escolha.

Segundo o embaixador americano em Brasília, Thomas Shannon, "é importante deixar claro que o acordo de cooperação tem impacto muito maior do que apenas o intercâmbio de equipamentos militares ou venda de um sistema", assinalou.

A cláusula que garante o respeito à soberania "reflete a linguagem da Unasul (União de Nações Sul-Americanas, que se mostrou suscetível ao uso americano de bases colombianas), tendo sido proposta pelo Brasil e aceita pelos Estados Unidos", disse Shannon.

Jobim afirmou que o acordo também "ajuda" a uma eventual venda aos Estados Unidos de aviões supertucano da brasileira Embraer, que participa de outra licitação.

O secretário Gates elogiou a cooperação mantida pela Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah), liderada pelo Brasil, e as tropas que os Estados Unidos enviaram ao Haiti depois do terremoto devastador de 12 de janeiro.

"A cooperação em defesa entre Estados Unidos e Brasil marca um importante exemplo, uma relação que destaca um modelo positivo e transparente para a cooperação na América", disse Gates.

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