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12/04/2010 - 19h46

Colômbia: governo nega 'grampos' contra oposição

O governo colombiano desmentiu nesta segunda-feira que esteja por trás das escutas telefônicas ilegais feitas por seu serviço de inteligência (DAS) a várias personalidades na Colômbia, a maioria opositoras ao governo de Alvaro Uribe, segundo o ministro do Interior, Fabio Valencia.

"Não há nenhum funcionário da Casa de Nariño - sede presidencial - que tenha dado alguma instrução que viole a lei, nem neste caso dos 'grampos' (escutas ilegais) nem em nenhum outro. O Governo não foi apenas respeitoso, mas também pediu que as autoridades investiguem", disse Valencia.

Segundo o funcionário, foi o próprio governo que pediu "publicamente às autoridades que identifiquem os responsáveis por "grampear" líderes políticos, jornalistas e juízes".

"Nós queremos que seja conhecida estritamente a verdade. Estamos prontos para esperar e respeitar, como sempre fez o governo do presidente Uribe, as decisões dos órgãos competentes", concluiu Valencia.

Pelo escândalo das escutas ilegais, a Procuradoria (responsável por processar os funcionários públicos) investiga assessores de Uribe e vários ex-diretores do DAS, um organismo dependente do poder Executivo que o próprio governo anunciou que eliminará, ainda que não tenha informado quando.

Na sexta-feira, cinco ex-funcionários de alto escalão do DAS foram presos por ordem da Procuradoria Geral, que investiga o escândalo, entre eles o ex-chefe de inteligência Fernando Tabares; o ex-diretor de contrainteligência Jorge Lagos; e a ex-diretora de operações Luz Marina Rodríguez.

As cinco prisões se somam a de Gian Carlo Auque De Silvestri, que foi diretor de inteligência e também secretário-geral do DAS, capturado na terça-feira por ordem da Procuradoria.

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