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12/04/2010 - 11h57

Premier tailandês afirma que "terroristas" participam de protestos

O primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, afirmou nesta segunda-feira em um discurso exibido na televisão que "terroristas" se misturaram aos manifestantes da oposição para desestabilizar o país, durante os confrontos com militares no fim de semana que deixaram 21 mortos e 860 feridos.

"Detectamos claramente que havia terroristas que utilizaram os manifestantes pró-democracia para provocar distúrbios, apostando por mudanças radicais em nosso país", disse Vejjajiva.

"Devemos diferenciar entre os inocentes e os terroristas, e então poderemos adotar medidas adicionais para lutar contra estes", acrecentou.

Os confrontos nas ruas, uma consequência da imposição do estado de emergência na quarta-feira, foram os mais violentos em quase duas décadas na Tailândia, um país abalado por crises políticas desde meados da década e paralisado por uma divisão social cada vez mais profunda.

Os "camisas vermelhas", nome dos simpatizantes do ex-premier exilado Thaksin Shinawatra, afastado do poder em 2006 por um golpe de Estado militar, exigem há um mês a renúncia de Abhisit.

Nesta segunda-feira, os manifestantes liberaram quatro soldados que eram mantidos reféns desde sábado.

Por outro lado, a Comissão Eleitoral da Tailândia defendeu a dissolução do Partido Democrata (PD), do primeiro-ministro, acusado de ter se beneficiado de uma doação ilegal há vários anos, informaram fontes deste partido.

A Comissão considerou que o PD recebeu uma doação irregular de 258 milhões de bahts (5,9 milhões de euros) em 2005, indicou um porta-voz do partido.

Agora deve transmitir o caso ao gabinete do procurador-geral, que o examinará antes de enviá-lo à Corte Constitucional.

Esta decisão era reclamada há muito tempo pelos "camisas vermelhas", manifestantes antigovernamentais que exigem a demissão de Abhisit. Entretanto, a situação é grave no país, depois dos confrontos entre manifestantes e militares que deixaram 21 mortos e mais de 860 feridos no fim de semana passada.

No fim de semana os violentos confrontos entre as forças da ordem e manifestantes contra o governo em Bangcoc foram os mais sangrentos da Tailândia em duas décadas.

Entre as vítimas fatais figura um câmera japonês, que trabalhava para a agência Reuters.

A Casa Branca pediu moderação de ambas as partes. "Lastimamos esta explosão de violência na Tailândia, nossa amiga e aliada de longa data, e pedimos negociações de boa fé entre as partes para resolver as dificuldades pacificamente", declarou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Mike Hammer.

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