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13/04/2010 - 10h17

Pelo menos 15 mortos em atentados no sul das Filipinas

Pelo menos 15 pessoas morreram nesta terça-feira em Isabela, na ilha de Basilan, sul das Filipinas, em vários atentados e tiroteios atribuídos pelos militares ao grupo islâmico Abu Sayyaf, vinculado à rede terrorista Al-Qaeda.

Os autores do ataque, armados e vestido com uniformes da polícia, detonaram duas bombas de fabricação caseira contra um prédio do ministério da Educação e em uma igreja católica de Isabela, antes de iniciar um tiroteio contra as forças de segurança.

O prefeito de Isabela, capital de Basilan, anunciou o balanço de 15 mortos, incluindo cinco milicianos islâmicos, ao que tudo indica na explosão de uma das bombas.

"Acredito que o atentado pretendia provocar danos ... podemos falar realmente de terrorismo", declarou o general Juancho Sabban, comandante do corpo de infantaria da Marinha filipina.

"Entre as vítimas estão um policial, três oficiais da Marinha, quatro civis e um miliciano islâmico", anunciou mais cedo em um primeiro balanço o general Ben Dolorfino.

A primeira bomba estava escondida em um furgão e a segunda em uma moto, que explodiu poucos minutos depois, enquanto as forças oficiais perseguiam os criminosos, informou Antonio Mendoza, chefe da polícia provincial.

"A explosão provocou grandes danos na igreja", disse Mendoza.

Os rebeldes abriram fogo contra os civis que tentavam se proteger e os combates prosseguiram por mais de três horas nos subúrbios de Isabela.

O governo de Manila consegue manter com muito custo a ordem na região de Mindanao, onde operam vários movimentos rebeldes e onde fica Basilan, uma ilha pobre com 500.000 habitantes.

Além do Novo Exército do Povo (NPA), que luta há quase 40 anos pela instauração de um estado comunista, existe uma rebelião separatista muçulmana muito ativa.

Vários grupos islâmicos armados, incluindo o Abu Sayyaf, operam nas ilhas Basilan e Jolo.

As autoridades os acusam de ter vínculos com a Al-Qaeda e com o grupo Jemaah Islamiyah (JI), responsável pelo atentado que deixou 202 mortos na ilha indonésia de Bali em 2002.

Também são acusados de um atentado contra uma barca que matou 100 pessoas em 2004.

Os rebeldes do Abu Sayyaf se especializaram no sequestro de estrangeiros e de cristãos pelos quais pedem resgates.

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