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13/04/2010 - 18h22

Polônia recebe, comovida, o corpo de sua primeira-dama

A Polônia recebeu, esta terça-feira, com honras militares, o corpo de sua primeira-dama, cujo caixão ficou exposto ao público, em Varsóvia, ao lado do de seu esposo, o presidente Lech Kaczynski, junto a quem será enterrada no domingo, na catedral de Wawel, na Cracóvia (sul).

Os funerais do casal presidencial serão celebrados em dois dias. No sábado, em Varsóvia, está prevista uma cerimônia nacional em memória das 96 vítimas do acidente aéreo e o enterro de Lech Kaczynski e de sua esposa, Maria, ocorrerá um dia depois.

Dirigentes de vários países têm previsto viajar à Polônia para participar dos funerais. Kaczynski e sua esposa serão sepultados na catedral de Wawel, onde estão enterrados os reis e presidentes da Polônia, noticiou a agência de notícias PAP, citando autoridades locais.

Noventa e seis pessoas morreram quando o avião em que viajavam caiu, no sábado, enquanto tentava aterrissar em meio a uma espessa neblina, perto de Smolensk (oeste da Rússia).

A delegação, formada por várias personalidades polonesas e parentes das vítimas do massacre de 20 mil oficiais poloneses pelas tropas soviéticas, há 70 anos, se dirigia à localidade russa de Katyn para participar de cerimônia em memória dos mortos na matança.

As causas do acidente ainda não foram determinadas, mas os investigadores russos descartaram que tenha ocorrido por causa de incêndio ou explosão.

"Os motores funcionaram até o momento em que se chocaram com o solo", afirmou o vice-premier russo Serguei Ivanov, durante reunião da comissão governamental que investiga o acidente.

A chefe do Comitê Intergovernamental de Aviação russo, Tatiana Anodina, anunciou a descoberta, na segunda-feira, de uma terceira caixa preta, que será analisada na Polônia.

O porta-voz do governo polonês, Pawel Gras, elogiou a atitude adotada pela Rússia depois do acidente.

"A parte russa coopera plenamente em todos os níveis possíveis e ajuda a parte polonesa, tanto às famílias quanto às administrações polonesas", afirmou.

Procedente de Moscou, o avião com o caixão de Maria Kaczynska aterrissou em Varsóvia pela manhã, dois dias depois da chegada do corpo do presidente.

Foi organizada uma sóbria cerimônia de acolhida. Quatro soldados usando o quepe quadrado próprio do Exército polonês cercaram o caixão coberto com a bandeira nacional branca e vermelha, colocado sobre um tapete oriental na pista do aeroporto.

Uma orquestra militar tocou o hino nacional e em seguida, altos líderes da Igreja fizeram orações.

Sob o céu encoberto, um tímido raio de sol iluminou a bandeira quando a filha de Kaczynska, Marta, de 30 anos, se ajoelhou e apoiou as mãos durante um longo tempo sobre o caixão da mãe.

O irmão gêmeo do falecido presidente, Jaroslaw Kaczynski, repetiu o mesmo gesto depois dela, seguido de outras pessoas próximas da família.

O caixão foi levado depois, em carro fúnebre, rumo ao palácio presidencial, cruzando as grandes avenidas da capital, ao longo das quais milhares de poloneses aguardavam a passagem do cortejo. Alguns atiravam flores, outros filmavam com seus telefones celulares.

"Esta tragédia marcou a todos enormemente e queremos prestar homenagem a Maria Kaczynska. Estava à sombra de seu marido, mas parecia muito calorosa", disse Agnieszka, que foi às ruas dar o último adeus à primeira-dama acompanhada de colegas de trabalho.

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