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14/04/2010 - 19h04

Ex-prefeito de Jerusalém é detido, Olmert apressa sua volta

O ex-prefeito de Jerusalém, Uri Lupolianski, foi detido nesta quarta-feira por envolvimento presumido num enorme escândalo de corrupção no setor imobiliário, ao mesmo tempo em que o ex-primeiro-ministro Ehud Olmert abreviou sua permanência no exterior para se defender, negando qualquer papel no assunto.

Lupolianski será mantido em detenção preventiva até domingo, informou a polícia.

Lupolianski, que sucedeu em 2003 a Olmert na municipalidade de Jerusalém para um mandato de cinco anos, é suspeito de ter recebido suborno no episódio denominado "Holyland" que lhe teria sido pago pela associação de beneficência "Yad Sarah", informou a imprensa local.

Ele presidia a comissão urbana de planejamento que favoreceu a realização do projeto.

Em entrevista à televisão pública, o chefe da polícia, Dudi Cohen, falou de um "assunto preocupante e de grande repercussão, relacionado a fatos extremamente graves".

O "Holyland", um dos mais belos sítios de Jerusalém, estava inicialmente destinado à construção de três hotéis, mas, em vez disso, um importante complexo imobiliário foi levantado no local.

Segundo as suspeitas, este complexo - um monstro de cimento que obstrui o horizonte- pode ter sido erguido a preço de muito suborno pago a negociantes e funcionários da prefeitura de Jerusalém.

Olmert decidiu voltar precipitadamente a Israel na noite desta quarta-feira, devido a rumores que envolvem Uri Messer, seu ex-assessor, neste escândalo, segundo a rádio pública israelense.

Semana passada, Uri Messer, ex-sócio de Olmert numa banca de advocacia, foi detido, assim como vários dirigentes da prefeitura de Jerusalém e empresários.

O porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld, informou que não estava a par de um eventual interrogatório de Olmert sobre o "Holyland".

Olmert, 64 ans, responde a outros três escândalos e vem comparecendo à justiça desde 21 de setembro de 2009. Os fatos remontam à época em que era prefeito de Jerusalém, depois ministro da Indústria e do Comércio (2003-2006).

É acusado de fraudes, abuso de confiança, evasão fiscal, arriscando-se a ser condenado à prisão.

O ex-líder do partido de centro Kadima demitiu-se das funções em 21 de setembro de 2008 após a polícia tê-lo indiciado por uma transferência ilegal de dinheiro por parte de um doador judeu americano.

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