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14/04/2010 - 11h21

Presidente deposto deve ser julgado, afirma chefe de Governo provisório

O presidente deposto do Quirguistão, Kurmanbek Bakiyev, deve prestar contas de seus atos à justiça por ter "derramado sangue", afirmou em Bishkek a chefe de Governo provisório quirguiz, Rosa Otunbayeva.

"Bakiyev ultrapassou os limites de sua imunidade derramando sangue e agora deve comparecer a um tribunal e prestar contas à justiça", declarou Otunbayeva, depois de um encontro em Bishkek com Robert Blake, secretário de Estado adjunto americano para Ásia central e meridional.

Blake afirmou que o governo dos Estados Unidos está otimista a respeito das medidas adotadas pelo governo provisório quirguiz, formado após os violentos confrontos da semana passada.

"As ações do novo poder inspiram otimismo", declarou Blake, que teve a frase traduzida para o russo.

Otunbayeva disse ainda que a questão da base americana de Manas, essencial para o deslocamento das tropas americanas no Afeganistão, não foi mencionada durante as conversações.

O governo provisório havia afirmado antes que a base seguiria em funcionamento.

Blake é o primeiro alto funcionário do governo americano a visitar Bishkek desde a queda de Bakiyev na semana passada.

Os distúrbios de 7 de abril em Bishkek entre manifestantes e as forças de segurança, que abriram fogo contra a multidão, terminaram com 84 mortos.

Bakiyev fugiu da capital e se refugiou no sul do país, e a oposição formou um governo provisório, além de ter anunciado o fim da imunidade presidencial.

Na terça-feira, o presidente deposto, que até então rejeitava a palavra renúncia, se disse disposto a abrir mão do cargo com a condição de ter garantias para a própria segurança e a da família.

Aas autoridades interinas do Quirguistão emitiram ordens de prisão contra os irmãos do presidente deposto, em particular Janich Bakiyev, que era o comandante da guarda presidencial e é acusado de ter dado a ordem de abrir fogo contra os manifestantes.

"Para os familiares de Bakiyev que atiraram contra cidadãos, não pode haver discussões sobre segurança, exceto uma defesa jurídica no tribunal", afirmou Otunbayeva.

Mas a ex-chanceler não descartou a possibilidade de negociações com o presidente deposto. Um membro do governo provisório, Azimbek Beknazarov, viajou ao sul do país para ter reuniões com a população local e, eventualmente, com Bakiyev.

O presidente russo Dmitri Medvedev afirmou na terça-feira que o Quirguistão está "à beira da guerra civil".

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