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15/04/2010 - 13h06

Garzón nega perante a Justiça ter recebido dinheiro do banco Santander

O juiz espanhol Baltasar Garzón negou, esta quinta-feira, em declaração ao Supremo Tribunal, ter recebido dinheiro do banco Santander para a organização de cursos na Universidade de Nova York, onde foi "professor pesquisador" entre março de 2005 e junho de 2006.

O juiz Garzón "negou ter recebido qualquer valor" do maior banco da Espanha, em depoimento ao magistrado Manuel Marchena, disse seu advogado, Enrique Molina, aos jornalistas na saída do tribunal, onde Garzón depôs durante cerca de cinco horas.

Garzón, que muito provavelmente será julgado pela tentativa de investigar os crimes cometidos durante a Guerra Civil e a ditadura franquista (1936-1975), enfrenta, também, acusações de suborno e prevaricação pela suposta cobrança de 302.000 dólares por cursos em Nova York.

Segundo os advogados José Luis Mazón e Antonio Panea, que apresentaram denúncia contra Garzón, o Santander teria pago este dinheiro pela decisão posterior do juiz de arquivar uma denúncia por um delito fiscal contra diretores do banco, inclusive seu presidente, Emilio Botín.

O magistrado, que não respondeu às perguntas da acusação popular, detalhou ao juiz de instrução quais foram seus honorários durante a temporada passada na universidade nova-iorquina, durante um período de estudos ao qual teria recebido permissão das autoridades judiciais, afirmou seu advogado.

Garzón defende que o Centro Rei Juan Carlos I da Universidade de Nova York pagou seus honorários pelas conferências com "absoluta independência".

Molina acrescentou que "Garzón não se sente perseguido e acredita que o prejudicam as manifestações de apoio popular a seu favor, que não são controladas por ele".

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