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15/04/2010 - 11h57

Polônia prepara funeral do presidente em meio a controvérsias

A Polônia prepara o funeral do presidente Lech Kaczynski, falecido em um acidente aéreo que, segundo os primeiros elementos da investigação, foi provocada por um erro de pilotagem, e está em meio a uma grande polêmica sobre a decisão de sepultá-lo no panteão dos reis e heróis nacionais em Cracóvia.

Centenas de poloneses protestaram na quarta-feira nas ruas e milhares aderiram a uma campanha lançada nas redes sociais da internet para protestar contra a decisão de enterrar o presidente na catedral Wawel de Cracóvia, onde foram sepultados os reis da Polônia e as grandes figuras da história do país.

Em Moscou, as primeiras análises das caixas pretas do avião polonês que caiu na Rússia, matando 96 pessoas, entre elas o presidente Kaczynski, mostram que uma falha de pilotagem foi a causa da catástrofe, afirmou uma fonte ligada à investigação.

"Uma análise dos dados, em particular os primeiros resultados do exame das caixas pretas, mostra que um erro de pilotagem foi a causa da catástrofe", declarou a fonte, citada pela agência russa Interfax.

Provavelmente, os pilotos do Tupolev 154 não levaram em consideração particularidades deste tipo de aeronave de fabricação russa.

"Uma das particularidades deste avião é que quando a velocidade de descida é superior a seis metros por segundo, perde altitude muito mais rápido que o habitual", explicou a fonte, dando a entender que os pilotos do avião, que caiu na quarta tentativa de pouso com péssimas condições meteorológicas, provavelmente não alteraram a tempo a trajetória.

Controladores aéreos do aeroporto de Smolensk (oeste da Rússia), onde o avião deveria pousar, afirmaram que os pilotos não transmitiram dados essenciais sobre a altitude do avião, provavelmente pelas diferenças de idiomas.

Os pilotos poloneses ignoraram as ordens dos controladores aéreos russos, que desejavam o deslocamento do avião para outro aeroporto, em consequência do mau tempo, segundo as autoridades russas, que destacartaram a hipótese de incêndio ou explosão.

A Polônia continua chorando as vítimas da tragédia. Nesta quinta-feira, o corpo de Ryszard Kaczorowski, último presidente polonês no exílio em Londres, chegou a Varsóvia a bordo de um avião militar.

Morto aos 91 anos, Kaczorowski foi presidente do governo no exílio da Segunda Guerra Mundial até a queda do regime comunista em 1989.

O país se prepara para receber em Cracóvia as numerosas personalidades que assistirão ao funeral do presidente Lech Kaczynski e da primeira-dama no fim de semana.

Entre os muitos líderes mundiais que comparecerão ao funeral estão os presidentes russo Dmitri Medvedev, americano Barack Obama e francês Nicolas Sarkozy, a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, que exerce a presidência semestral da União Europeia (UE).

Milhares de poloneses homenageavam nesta quinta-feira o falecido presidente e sua esposa, que têm os caixões expostos pelo terceiro dia consecutivo no palácio presidencial de Varsóvia.

No entanto, a polêmica continua no país a respeito da escolha do local de sepultamento de Kaczynski. Uma manifestação de protesto pela decisão reuniu na quarta-feira à noite 800 pessoas em Cracóvia.

Outros protestos aconteceram em Varsóvia, em Gdansk e em Pozna.

O presidente interino Bronislaw Komorowski afirmou nesta quinta-feira que não foram as autoridades políticas que tomaram a decisão.

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