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15/04/2010 - 15h23

Sudão conclui primeiras eleições multipardárias em 24 anos

As primeiras eleições multipartidárias em 24 anos foram concluídas nesta quinta-feira no Sudão, mas os sudaneses temem que as acusações de fraude gerem críticas e atos de violência durante o anúncio dos resultados, em 20 de abril.

Saiba mais sobre o Sudão

  • A República do Sudão, país africano de maior extensão territorial, foi beneficiado com recente aumento nos investimentos estrangeiros e com o alto preço do petróleo, mas a exportação desta commodity não se refletiu em maior renda para a população e o país ainda é um dos mais pobres do mundo.

    Superfície: 2.505.810 km² divididos em nove estados

    Habitantes: cerca de 41 milhões de habitantes

    Governo: General Omar Al Bashir governa desde o golpe de 1989, primeiro com uma junta militar, e depois eleito em 1996 e 2000

    Idioma: árabe (oficial) é majoritário, ao lado do inglês (oficial). Dezenas de grupos étnicos praticam seus idiomas

    Religião: o islamismo (oficial) é predominante entre árabes e núbios, com maioria sunita. Os cultos tradicionais africanos são majoritários no sul. Há comunidades cristãs espalhadas em todo o país

    Alfabetização: 72% dos homens, 50% das mulheres

    Importações: comida, manufaturas, equipamentos, remédios, comprados principalmente de China, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Egito, Índia e Itália

    Exportações: petróleo e derivados, algodão, açúcar; vendidos principalmente para China, Japão e Indonésia

Os colégios eleitorais fecharam às 18h locais (12h de Brasília). "Acabou. Estamos todos muito contentes", declarou Azhar Nuer Mohamed, diretor de um colégio eleitoral instalado em uma escola.

As autoridades sudanesas fecharam os órgãos públicos no meio do dia com o objetivo de permitir que os funcionários votassem neste quinto e último dia das eleições legislativas, regionais e presidenciais, que devem confirmar o presidente Omar el Beshir no poder.

"Não há quase ninguém hoje", afirmou Tayeba Abdelrahmán, encarregado de uma mesa eleitoral no bairro Amarat, de Cartum.

A comissão eleitoral iniciará a contagem de votos na sexta-feira e anunciará os resultados na próxima terça-feira.

Há vários dias, diversos partidos acusam seus adversários de serem responsáveis por atos de violência.

Lam Akol - único rival do presidente do governo semiautônomo do Sudão do Sul, Salva Kiir - acusou nesta semana o exército sulista da morte de duas pessoas no estado petroleiro de Unité, situado na fronteira entre o Norte e o Sul.

"Nada disso é verdade. Lam Akol quer converter o exército sulista em bode expiatório para explicar sua derrota", declarou à AFP Kuol Deim Kuol, porta-voz oficial do Exército Popular de Libertação do Sudão (SPLA), ex-guerrilha sudanesa que dirige o exército do Sudão do Sul.

Kuol afirmou que um confronto entre civis e membros do exército sulista deixou ao menos um ferido nesta semana no estado de Unité, onde uma candidata independente ao cargo de governador desafia a liderança dos ex-rebeldes.

Essas são as primeiras eleições multipardárias realizadas no Sudão desde 1986, mas o pleito está sendo boicotado por parte da oposição, que acusa o presidente Beshir de ter fraudado as consultas.

 

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