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15/04/2010 - 10h00

Terremoto matou mais de 600 e voltou a soterrar crianças em escolas na China

As equipes de socorro prosseguiam nesta quinta-feira na busca de sobreviventes do terremoto que deixou mais de 600 mortos no noroeste da China e que voltou a sepultar inúmeras crianças nos escombros de suas escolas, como já havia ocorrido no terremoto de Sichuan há dois anos.

Segundo o mais recente balanço provisório, anunciado pelo canal estatal CCTV quase 30 horas depois do tremor, 617 pessoas morreram e mais de 9.000 ficaram feridas, 970 delas em estado grave, na província de Qinghai, junto ao Tibete.

O balanço pode aumentar porque muitas pessoas continuam soterradas.

Segundo Wang Yubo, da secretaria provincial de educação, pelo menos 11 escolas desabaram causando a morte de 66 estudantes.

A porta-voz do ministério da Educação chinês, Xu Mei, citada pela agência Nova China, desmentiu, no entanto, que existam quase 200 alunos sepultados sob escombros de uma escola, como havia sido anunciado anteriormente pelo jornal Beijing Times, citando o diretor do centro educacional.

Tudo isso recorda o doloroso terremoto de Sichuan (sudoeste), em maio de 2008, no qual morreram milhares de crianças no desabamento de colégios.

A TV local difundiu imagens das equipes trabalhando entre os escombros para tentar chegar até os alunos sepultados na localidade de Yushu, epicentro do tremor.

A emissora também mostrou imagens de sobreviventes resgatados de prédios em ruínas por socorristas embrenhados entre placas de concreto armado e pedaços de ferro, ou de médicos realizando operações em barracas de campanha.

Quase todas as moradias da localidade de Jiegu foram destruídas pelo tremor de magnitude 6,9, segundo o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS) e de 7,1 segundo as autoridades chinesas. Mais de 85% dos prédios dessa cidade vieram abaixo e cerca de 100.000 pessoas ficaram sem teto.

As equipes de resgate conseguiram salvar 1.045 pessoas soterradas, e retiraram 107 corpos.

Milhares de flagelados passaram a noite ao ar livre, a temperaturas abaixo de zero e um vento glacial.

"A água está poluída, precisamos de água e comida", afirma Pu Wu, que perdeu sua casa.

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