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16/04/2010 - 16h16

Sigourney Weaver, de ambientalista em "Avatar" a ativista pela preservação da Amazônia

Após interpretar o papel de uma combativa ambientalista no 'blockbuster' "Avatar", a atriz americana Sigourney Weaver se uniu novamente ao diretor James Cameron, desta vez para questionar a construção da controversa usina hidrelétrica de Belo Monte, na Amazônia brasileira.

Após a estreia do filme, Cameron, Weaver e o ator Joel David Moore - o Norm de "Avatar" - viajaram ao Brasil para ver com os próprios olhos os futuros impactos do projeto de construção da enorme represa.

No começo da semana, eles visitaram um pequeno povoado às margens do rio Xingu, afluente do Amazonas, onde ouviram "caciques falando de seus netos, de como o modo de vida no qual vivem há séculos desaparecerá em toda uma região do Amazonas", disse Weaver à AFP.

"Muitas pessoas em todo o mundo consideram o Amazonas o último grande rio, e a selva amazônica é vital para a sobrevivência de todo o planeta", disse a atriz.

A construção da usina está projetada para o rio Xingu - o maior da Amazônia -, e prevê a escavação de uma área maior que o canal do Panamá para criar uma área inundada de 500 metros quadrados. O rio deverá ser desviado em um trecho de mais de 100 km de extensão.

A usina, cuja construção recebeu o aval do ministério do Meio Ambiente, em fevereiro, teria capacidade para produzir 11.000 MW em plena Amazônia e está projetada para ser a terceira maior do mundo.

Para Weaver, o filme "tocou as pessoas que não querem ver o que acontece na Terra".

"'Avatar' defende o meio ambiente e os indígenas de Pandora. A fita mostra o dano que pode ocorrer quando a cobiça de certas empresas passa por cima do bem-estar humano", disse Weaver à AFP.

Em "Avatar", que se tornou o filme de maior bilheteria da história, o povo Na'Vi, do planeta (fictício) Pandora, vive em harmonia com a natureza e se dispõe a lutar até a morte para repudiar os ambiciosos exploradores que buscam um mineral precioso, o 'unobtainium'.

Segundo Weaver, o filme ajudou a criar o início de um debate sobre a proteção do planeta. Seu ativismo ambientalista "é o passo seguinte deste diálogo".

A atriz voltará a Washington na próxima semana por ocasião do "Dia da Terra" e usará sua fama para continuar brigando pelas causas ambientais.

Os atores "podem fazer trabalhos que vão além de uma história, mais que estes personagens", disse a atriz, que na quinta-feira comemorou a decisão tomada na véspera pela Justiça do estado do Pará (norte) de retirar a licença ambiental e suspender a licitação para a construção da hidrelétrica.

"É muito bom que o juiz tenha feito isto, mas só nos deu mais tempo para continuarmos nos organizando", declarou a atriz.

No entanto, nesta sexta-feira a Justiça federal brasileira reativou o processo de licitação, ao restituir a licença ambiental para o projeto de Belo Monte, suspendendo a decisão estadual que deteve a iniciativa.

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