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17/04/2010 - 12h53

Corpos são incinerados na área do terremoto que deixou 1.339 mortos na China

Centenas de corpos foram incinerados neste sábado na província chinesa de Qinghai (noroeste) para evitar a propagação de epidemias, três dias depois do terremoto que deixou 1.339 mortos e mais de 300 desaparecidos.

O último registro do tremor de terra nesta remota província da Meseta do Tibete, no noroeste da China, aumentou neste sábado, chegando a 1.339 mortos, 11.849 feridos -- 1.297 deles em estado grave -- e 332 desaparecidos, indicou Xia Xueping, porta-voz das operações de socorro.

Os corpos de homens, mulheres e crianças foram levados em caminhões até o local da incineração, em Jiegu, próximo ao epicentro do sismo, e alinhados por monges budistas em uma faixa de 150 metros, sobre leitos de madeira, constataram jornalistas da AFP.

Outras centenas de monges entoaram cantos fúnebres no local, próximo à cadeia de montanhas, nas imediações da cidade devastada pelo forte terremoto de quarta-feira.

Depois de uma última benção budista, os corpos foram encharcados com gasolina e queimados. As grandes labaredas geraram uma espessa coluna de fumaça negra.

"A cremação libertará seus espíritos para que possam ir para o céu", disse Fale, uma mulher tibetana.

O terremoto de Qinghai -província natal do Dalai Lama, líder espiritual do budismo tibetano- atingiu uma região povoada majoritariamente por chineses da etnia tibetana, que constituem 97% dos 100.000 habitantes de Yushu .

De acordo com o jornal Notícias de Pequim, que cita funcionários locais, 740 corpos seriam incinerados este sábado.

Para as autoridades, a maior preocupação é sanitária, pois há a preocupação com a propagação de doenças com a presença de corpos em decomposição.

O registro de vítimas pode aumentar, já que a esperança de encontrar sobreviventes diminui a cada hora.

"Nas primeiras 72 horas depois de um terremoto há mais esperança de encontrar sobreviventes", declarou à Nova China Xi Mei, médico das equipes de socorro.

Após a visita ao epicentro do terremoto do primeiro-ministro chinês Wen Jiabao, na quinta e na sexta-feira, as equipes de resgate começaram a organizar a ajuda para os 100.000 afetados pelo tremor que não têm o que comer ou beber, em meio a condições climáticas difíceis, com temperaturas muito baixas.

A infraestrutura de Jiegu, principal cidade da região, ficou quase toda destruída. A rede de água potável "ficou paralisada", segundo Xia Xueping, porta-voz dos socorristas.

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