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17/04/2010 - 18h42

Polônia presta homenagem às vítimas da tragédia do avião presidencial

Mais de cem mil poloneses se reuniram emocionados neste sábado em uma imensa praça de Varsóvia para prestar sua última homenagem ao presidente Lech Kaczynski e às outras 95 vítimas do acidente com o avião presidencial, que caiu há uma semana na Rússia.

Em todo o país as sirenes e os sinos das igrejas soaram na capital para marcar o início das cerimônias às 08h56 locais (03h56 de Brasília), hora exata da tragédia aérea em Smolensk, oeste da Rússia.

"Coisas como esta nunca acontecem, é algo impossível!", exclamou o primeiro-ministro Donald Tusk. "É a maior tragédia da história da Polônia depois da Segunda Guerra Mundial".

Mesmo depois das cerimônias, será preciso "aguardar que todos os caixões estejam na terra da Polônia", ressaltou, mencionando as vinte vítimas que ainda não haviam sido identificadas na Rússia.

O papa Bento XVI enviou uma mensagem de "solidariedade" ao povo polonês, lida por seu núncio apostólico, o arcebispo Jozef Kowalczyk.

"Nestes dias difíceis para a nossa pátria, não estamos sozinhos. Por isso expressamos o nosso reconhecimento aos cidadãos da Rússia que espontaneamente manifestaram à Polônia e aos poloneses a sua compaixão", declarou o presidente em exercício Bronislaw Komorowski.

A paralisia do tráfego aéreo europeu e o fechamento até nova ordem do espaço aéreo polonês tornava incerta a ida de líderes estrangeiros.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cancelou sua viagem à Polônia devido às cinzas vulcânicas.

"Falei com o presidente em exercício, Bronislaw kmorowski, e disse a ele que lamentava não poder ir à Polônia", informou o chefe de Estado em um comunicado da Casa Branca.

"Michelle e eu seguimos pensando no povo polonês e rezamos por ele. Apoiaremos da melhor forma possível enquanto eles se recuperam desta terrível tragédia", acrescentou.

A chanceler alemã, Angela Merkel, o príncipe Charles, da Grã-Bretanha, e o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, também anunciaram neste sábado que não poderão assistir aos funerais.

No início tarde, mais de 100 mil poloneses se reuniram em uma imensa praça em Varsóvia para a cerimônia, que durou mais de três horas, em memória ao presidente Lech Kaczynski e as outras 95 vítimas do acidente do avião presidencial que caiu na semana passada na Rússia.

A cerimônia de Varsóvia durou três horas e meia. Depois a multidão se dispersou aos poucos, com muitas pessoas enroladas em suas bandeiras nacionais e com pequenas cadeiras dobráveis debaixo do braço.

No local, um altar havia sido montado no local onde o papa João Paulo II havia celebrado sua missa memorável, durante a sua primeira peregrinação na Polônia comunista em 1979. Uma simples cruz branca, tendo ao fundo um imenso painel negro com fotos de todas as vítimas da tragédia.

Além de Tusk, o ministro das Relações Exteriores Radoslaw Sikorski, o ex-presidente e pai do movimento anticomunista Solidariedade Lech Walesa e o ex-presidente Alexander Kwasniewski estavam presentes, além de parentes das vítimas.

O irmão gêmeo de Lech Kaczynski, Jaroslaw, foi ovacionado em sua chegada com a filha do casal presidencial, Marta.

Às 17h30 (12h30 de Brasília), os caixões do presidente e de sua esposa, expostos desde terça-feira no Palácio Presidencial, foram levados para a catedral de São João. Uma primeira missa para o casal foi celebrada no início da noite, antes do funeral de domingo em Cracóvia (sul).

Em sua homilia, o primaz da Polônia Monsenhor Henryk Muszynski, mencionou as relações difíceis da Polônia com a Rússia na história e as esperanças de reconciliação.

"O sangue derramado é capaz de unir. Este é um sinal de esperança e uma chance de aproximação e de reconciliação entre nossos dois povos", declarou.

"Desde que saibamos não despediçar esta oportunidade", acrescentou.

Os corpos do casal presidencial devem ser levados no domingo de manhã em um avião militar para a Cracóvia, onde até um milhão de pessoas são aguardadas para o funeral previsto para domingo.

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