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19/04/2010 - 08h22

Companhias aéreas criticam gestão da crise e pedem corredores

As companhias aéreas reunidas na Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) manifestaram nesta segunda-feira insatisfação com a gestão da crise que paralisou o tráfego aéreo na Europa por uma erupção de cinzas vulcânicas na Islândia e, além disso, pediram a abertura de corredores aéreos.

"Esta crise está suficientemente avançada para expressarmos nossa insatisfação pela forma como tem sido administrada pelos governos", disse o diretor da Iata Giovanni Bisignani em Paris.

"Uma avaliação dos riscos deveria permitir a abertura de certos corredores (aéreos), já que não é possível abrir a totalidade do espaço aéreo", completou Bisignani, que em uma entrevista à rádio britânica BBC acusou os governos de terem provocado um "caos europeu".

"É um problema para a Europa. É um caos europeu. Foram necessários cinco días para organizar uma teleconferência entre os ministros dos Transportes da União Europeia (UE)", reclamou indignado à BBC.

Tanto na entrevista coletiva como nas declarações à emissora britânica, ele exigiu "decisões sustentadas por fatos reais".

"Os europeus ainda utilizam um sistema baseado em um modelo teórico, ao invés de adotar uma decisão baseada em fatos e em uma análise dos riscos", declarou à BBC.

As autoridades europeias têm programadas duas reuniões nesta segunda-feira para decidir sobre a confiabilidade da retomada dos voos de forma coordenada.

A Iata - que reúne 230 companhias aéreas, que representam 93% do tráfego comercial internacional - afirma que o fechamento de quase todo o espaço aéreo europeu representa uma perda de arrecadação de 200 milhões de dólares por dia para as companhias.

"A magnitude desta crise já é maior que a do 11 de setembro para o transporte aéreo", avaliou, em uma referência ao caos e aos prejuízos provocados no setor pelos atentados terroristas de 2001 em Nova York e Washington.

O transporte aéreo europeu está praticamente paralisado desde quinta-feira em consequência da nuvem de cinzas expelida pelo vulcão da geleira Eyjafjallajojkull, na região sul da Islândia.

Desde então, no espaço aéreo da Europa foram cancelados 63.000 voos, de acordo com um balanço divulgado no domingo pela Eurocontrol, a agência que controla a aviação no continente.

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