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22/04/2010 - 21h43

Nick Clegg e David Cameron vencem 2º debate eleitoral britânico

O líder liberal democrata, Nick Clegg, e o chefe da oposição conservadora, David Cameron, foram declarados vencedores do segundo dos três debates antes das eleições britânicas do dia 6 de maio, segundo duas pesquisas publicadas na noite desta quinta-feira.

Clegg, grande revelação do primeiro debate, voltou a se impor neste segundo encontro dedicado a questões internacionais para 33% dos 2.691 telespectadores sondados pelo instituto ComRes para a rede de televisão ITV, na frente de Cameron e do primeiro-ministro Gordon Brown, empatados na segunda posição com 30%.

Cameron saiu vencedor de outra pesquisa, realizada pelo YouGov para o jornal The Sun, com 36%, na frente de Clegg, com 32%, e de Brown, com 29%, após a conclusão do debate realizado em Bristol (sudoeste da Inglaterra) e transmitido ao vivo pelo canal Sky News.

Estes resultados confirmam o até pouco tempo desconhecido Clegg como o "terceiro homem", após ter recebido um empurrão de cerca de 12 pontos nas pesquisas da última semana.

Consciente do perigo que representam os dois jovens - ambos têm 43 anos -, Brown começou o debate pedindo aos eleitores que não vejam essas eleições como um "concurso de popularidade".

"Se é tudo sobre estilo e relações públicas, não contem comigo. Se é sobre grandes decisões, se é sobre julgamentos, se é sobre dar um melhor futuro a este país, então eu sou seu homem", declarou.

"Está claro desde o debate da semana passada que o país precisa de uma mudança, mas a pergunta é: que mudança e quem é o melhor para liderá-la?", perguntou o candidato, que liderou as pesquisas durante dois anos e até pouco tempo já se via em Downing Street.

Como era previsto, o tema da União Europeia foi o mais polêmico entre Cameron, líder de um partido tradicionalmente 'eurocético', e Clegg, ex-deputado em Bruxelas, filho de mãe holandesa e casado com uma espanhola.

O líder 'Tory' insistiu em seu projeto de recuperar alguns dos poderes transferidos a Bruxelas, e prometeu referendos em questões pontuais, enquanto o liberal democrata disse que se houver um referendo é para saber se a Grã-Bretanha fica ou não na UE.

"Sabem o que estes dois me lembram? Meus filhos pequenos brigando na hora do banho" - alfinetou o chefe de governo.

Em outras questões, como a renovação do sistema de dissuasão nuclear Trident - que Clegg considera muito custoso quando a ameaça real são as bombas sujas dos terroristas -, Brown e Cameron se aliaram contra o liberal democrata.

"Jamais pronunciei estas palavras, mas estou de acordo com Gordon", disse Cameron provocando risos na plateia. "Acredito, profundamente, que estamos mais seguros com um sistema de dissuasão nuclear independente em um mundo inseguro e incerto. Não podemos assumir riscos como este".

Segundo a última pesquisa da YouGov para o The Sun, se as eleições fossem hoje, os conservadores conquistariam 33% dos votos, contra 31% para os liberais democratas e 27% para os trabalhistas, ainda que, devido às particularidades do sistema eleitoral, os últimos seriam os que obteriam mais cadeiras.

Ante a perspectiva cada vez mais plausível de um "hung parliament", um parlamento em que nenhum partido teria maioria absoluta, Cameron se apresentou como o homem da mudança.

Ainda que recuse comparações com Barack Obama, Clegg, que se apresenta como a grande alternativa ao tradicional bipartidarismo britânico, terminou seu discurso no mais puro estilo do presidente americano. "Algo realmente extraordinário está começando a ocorrer. Não deixem que lhes digam que não pode ocorrer. Pode sim".

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