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22/04/2010 - 14h38

Nova revisão do déficit grego amplia crise de confiança

O déficit público grego de 2009 foi maior que o anunciado pelo governo, de 13,6% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o escritório da Eurostat que, nesta quinta-feira, questionou mais uma vez a confiabilidade das autoridades da Grécia - país que deverá receber ajuda financeira da zona do euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Esta é a terceira vez que o déficit de 2009 é revisto para mais; o escritório europeu de estatísticas estima que esta não será a última, ao informar na quinta-feira "suas reticências sobre a qualidade dos dados declarados pela Grécia".

A notícia - divulgada pela Eurostat paralelamente ao anunciar um déficit médio na zona do euro de 6,3% em 2009, mais que o triplo de 2008 - fez com que arrefecesse novamente a confiança dos mercados na viabilidade das finanças públicas gregas.

Prova disso é que as taxas dos títulos públicos gregos a 10 anos, ou seja, os juros de que Atenas precisa para tomar dinheiro emprestado nos mercados, alcançaram uma nova máxima histórica, acima dos 8,5%.

Ao anunciar a primeira modificação, depois de chegar ao poder no final de 2009, o governo socialista grego duplicou o déficit em relação à primeira previsão, para até 12,7%, deixando boquiabertos os mercados, que começaram a desconfiar das autoridades.

Posteriormente, o governo subiu o percentual para 12,9% e agora, a Eurostat, depois de colocá-la em 13,6%, admitiu esperar uma nova revisão em alta de até 0,5 ponto.

Ainda assim, o ministério grego das Finanças defendeu o fato de que nada altera seu objetivo de reduzir o déficit ainda este ano em, pelo menos, quatro pontos percentuais em relação ao PIB.

O governo "já adotou todas as medidas necessárias, que superam no total 6% do PIB, para garantir que este objetivo seja alcançado", afirmou.

As cifras publicadas pela Eurostat "enfatizam a urgência de intensificar a preparação das reformas estruturais e as medidas adicionais para os próximos anos", declarou o comissário europeu de Assuntos Econômicos, Olli Rehn.

Bruxelas exige de Atenas verdadeiros esforços na hora de apertar o cinto e retornar o mais rápido possível à estabilidade orçamentária, enquanto a zona do euro e o FMI negociam com o governo grego um plano de resgate.

A Grécia é o segundo país com maior déficit na zona do euro, superada por Irlanda (14,3%). O país é seguido por Grã Bretanha (11,5%), Espanha (11,2%) e Portugal (9,4%), segundo as cifras publicadas pela Eurostat.

A agência de classificação de risco Moody's rebaixou nesta quinta-feira a nota da dívida grega para o nível A3, e ameaçou reduzi-la ainda mais depois de obter mais detalhes sobre os planos do governo para sanar suas finanças públicas.

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