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22/04/2010 - 17h34

Sobe para três o número de mortos em ataques com granada na Tailândia

Três pessoas morreram e pelo menos 70 ficaram feridas nesta quinta-feira em ataques com granada perto do setor financeiro de Bangkok, onde dois grupos de manifestantes, os "camisas vermelhas" e os "sem cores" pró-governo, se enfrentaram mais cedo, indicaram fontes oficiais.

Raio-x da Tailândia:

  • Nome oficial: Reino da Tailândia

  • Capital: Bancoc

  • Tipo de Governo: Monarquia Constitucional

  • População: 65.998,436

  • Idiomas: Tailandês, inglês, dialetos étnicos e regionais

  • Grupos étnicos: Tailandeses 75%, chineses 14% e outros 11%

  • Religiões: Budistas 94.6%, muçulmanos 4.6%, cristãos 0.7%, outros 0.1%

  • Fonte: CIA Factbook

As autoridades afirmaram que cinco granadas foram lançadas pelo grupo antigovernamental dos "camisas vermelhas".

"Três pessoas morreram e mais de 70 ficaram feridas", afirmou o vice-primeiro-ministro, Suthep Thaugsuban, acrescentando que foram utilizadas no ataque granadas M79.

"Está claro que foram disparadas da posição dos camisas vermelhas", disse à jornalistas.

Os "camisas vermelhas", que pedem eleições antecipadas, negaram sua responsabilidade nesses incidentes.

"Quem quer que tenha realizado os ataques com M79 quer que as pessoas pensem que foram os camisas vermelhas. Jamais atacaríamos pessoas inocentes", disse um líder o movimento, Jatupotn Prompan.

Segundo uma fonte diplomática, um japonês e um australiano figuram entre os feridos. Os Estados Unidos condenaram esses ataques mortais e pediram a todos os grupos que façam o mesmo.

O primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, convocou uma reunião de emergência com seus chefes de segurança, segundo o porta-voz Panitan Watanayagorn.

Antes do ataque, o exército tailandês emitiu mensagens contraditórias, deixando entrever uma intervenção iminente para dispersar os manifestantes antigovernamentais. Mas depois seu chefe, Anupong Paojinda, reiterou que queria evitar um banho de sangue.

Consultado sobre a possibilidade de levar a cabo uma operação ainda nesta quinta-feira para disperar os "camisas vermelhas", o coronel Sunsern, um porta-voz da polícia, respondeu com que isso "é impossível porque uma operação noturna seria perigosa".

Os chamados "sem cores" - manifestantes que apoiam o Governo - enfrentaram os "camisas vermelhas", que exigem desde meados de março a demissão do Executivo e controlam um importante bairro turístico e comercial da cidade.

Duas explosões foram ouvidas a algumas centenas de metros atrás dos "sem cores" pouco antes das 20H30 local (10H30 de Brasília).

"O Exército interveio para deixar uma ambulância passar. Um estrangeiro foi tirado detrás de uma pequena rua em uma maca", contou um fotógrafo da AFP.

Um jornalista da agência informou sobre uma terceira explosão, que causou ao menos três feridos. "Centenas de 'sem cores' agitavam bandeiras e estavam de bom-humor quando ocorreu a explosão. Um homem caiu na rua, outros dois na calçada", afirmou.

Uma hora e meia após a primeira explosão, os investigadores percorriam a zona com lanternas em busca de indícios.

Desde segunda-feira, os "camisas vermelhas" se encontram frente a soldados armados com fuzis de assalto, que assumiram as posições para impedir que eles ampliem o território que controlam.

Mas, todas as noites, se concentram na zona centenas de manifestantes pró-governo enfurecidos pelo movimento dos camisas vermelhas. Os grupos rivais se insultam, além de atirarem pedras e garrafas.

"Estava próximo à polícia quando vi como o fogo vinha para mim. Vinha muito rápido, não consegui fugir", declarou à uma televisão local um homem ferido nas costas.

 

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