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23/04/2010 - 15h49

Atentados no Iraque, sobretudo contra xiitas, matam 58 e ferem 118

Pelo menos 58 pessoas morreram e outras 118 ficaram feridas em uma série de atentados cometidos esta sexta-feira no Iraque, seis deles na capital contra a comunidade xiita que dirige o país desde a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003.

Estes atentados em série ocorrem dias depois de as autoridades iraquianas e americanas anunciarem a morte dos dois principais líderes da rede terrorista Al-Qaeda no país.

Em apenas duas horas e segundo um método que leva a marca da Al-Qaeda, uma série de carros-bomba explodiu em Bagdá.

Dois atentados contra um centro do movimento radical sadrista e um mercado em Sadr City, bairro pobre xiita do norte da capital, deixaram 39 mortos e 56 feridos, segundo uma fonte do Ministério do Interior.

Outros três atentados tiveram como alvo mesquitas xiitas. No início das orações desta sexta-feira, dia santo para os muçulmanos, cinco pessoas morreram e 14 ficaram feridas na explosão de um carro-bomba em frente à mesquita xiita Abdel Hadi Chalabi, no bairro norte de Hurriya, acrescentou a fonte.

Outro carro-bomba explodiu perto da mesquita xiita Mohsen Al Hakim, em Al Amin, no leste de Bagdá, deixando oito mortos mortos e 23 feridos. Um artefato instalado atrás da mesquita xiita Al Sadrein, em Zaafaraniya, no centro da cidade, deixou seis feridos.

Mais três ataques ocorreram em um mercado perto da rua Haifa (centro), Dora (sul) e Siyadiya (centro), deixando 16 feridos no total.

Por outro lado, seis pessoas, entre elas uma mulher, uma criança e um militar, perderam a vida em quatro explosões contra casas em Jaldiya, 75 km a oeste de Bagdá, informou a polícia iraquiana.

Após estes atos de violência, o líder radical xiita Moqtada Sadr, instalado no Irã, pediu à sua milícia, o Exército de Mahdi, que assegure a proteção das mesquitas.

"Moqtada Sadr pediu que o Exército de Mahdi assuma a responsabilidade pela proteção das mesquitas, em cooperação com as forças de segurança", declarou Hazem al-Araji, responsável do movimento sadrista, em declarações transmitidas pela televisão.

Estes ataques, ainda não reivindicados, têm a marca da Al-Qaeda, organização que considera ilegítimo que a comunidade xiita "apóstata" governe o Iraque após 80 anos de domínio sunita.

Parecem uma resposta à operação conjunta das forças iraquianas e americanas que resultou na morte do líder político da Al-Qaeda, Abu Omar, e do chefe militar da organização, Abu Ayub al Masri, bem como do líder militar do grupo para o norte do Iraque.

Na quinta-feira, o porta-voz do comando militar de Bagdá, general Qassam Atta, afirmou que a detenção, em março, do líder da Al-Qaeda em Bagdá, havia permitido lançar a operação "Salto do Leão", na qual morreram os dois líderes da organização, e facilitou a captura de 86 de seus membros.

Estes atentados coincidem com um vazio de poder político, causado pelas negociações para a formação do próximo governo, depois das eleições legislativas de 7 de março.

Após a votação, o braço iraquiano da Al-Qaeda ameaçou prosseguir com sua campanha de violência, atacando os partidos políticos do Iraque.

Os últimos atentados que sacudiram Bagdá ocorreram em 6 de abril. Pelo menos 35 civis morreram e 140 ficaram feridos em seis ataques contra residências. As autoridades acusaram a Al-Qaeda.

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