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23/04/2010 - 14h30

Episcopado espanhol defende o véu islâmico

O episcopado católico espanhol defendeu, nesta sexta-feira, a liberdade de se usar o véu islâmico, em meio a uma polêmica sobre a expulsão recente de uma jovem muçulmana que usava a peça em uma escola de Madri.

Os indivíduos "têm o direito de manifestar sua religião ou suas crenças", desde que não perturbem a ordem pública, declarou em entrevista coletiva o porta-voz da Conferência Episcopal espanhola, Juan Antonio Martinez Camino.

Ao invocar o artigo 16.1 da Constituição espanhola, Martínez Camino destacou que "o que está claro é o princípio geral de que as pessoas têm direito a manifestar suas crenças com o único limite da ordem pública".

Segundo Martínez Camino, este princípio também é aplicável aos crucifixos nas salas de aula, que provocaram um intenso debate na Espanha.

No fim de 2009, a Espanha deu um primeiro passo rumo à proibição dos crucifixos com a aprovação de uma iniciativa parlamentar que pedia ao governo para aplicar a jurisprudência da Corte Europeia de Direitos Humanos (CEDH) à questão.

Uma estudante espanhola de origem marroquina foi expulsa do curso do colégio de ensino médio onde estudava no subúrbio de Madri por suar o véu islâmico.

Embora o regulamento interno do colégio proíba que os alunos assistam aulas com bonés e chapéus, esta expulsão desatou a ira das associações muçulmanas, que anunciaram a intenção de recorrer ao tribunal constitucional.

Na sexta-feira, a número dois do governo, María Teresa Fernández de la Vega, tentou esfriar a polêmica, assegurando que se tratou de um "problema puntual" e que "o uso de símbolos religiosos não constitui um problema social no nosso país", declarou.

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