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24/04/2010 - 19h54

FMI: desafios econômicos persistem e bancos têm que ajudar

Os indícios econômicos apontam para uma recuperação cada vez mais forte, mas ainda persistem desafios e o setor financeiro internacional deverá fazer sua parte neste esforço coletivo, declararam este sábado os membros do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Os 186 membros do Fundo reiteraram, ainda, seu compromisso com "níveis sustentáveis" de dívida pública, enquanto uma nova crise, agora na Grécia, obriga a mobilização urgente de recursos da União Europeia e do próprio Fundo.

"Os sinais de uma recuperação econômica são animadores, mas subsistem muitos desafios que devem ser enfrentados coletivamente", explicou, em comunicado, o comitê monetário e financeiro do Fundo, que representa todos os estados membros.

"Estamos muito comprometidos em manter finanças públicas e riscos da dívida sustentáveis", acrescentou o texto.

O FMI e seus membros continuarão debatendo as opções para que "o setor financeiro possa realizar uma contibuição justa e substancial para compensar o extraordinário apoio governamental" recebido durante a crise financeira mundial, acrescentou o texto.

Estas opções deverão respeitar "as circunstâncias de cada país", concordaram os membros do Fundo.

As negociações internas para reformar as cotas de poder e o funcionamento do FMI continuarão e deverão estar prontas em janeiro de 2011, acrescentou o comitê financeiro e econômico do FMI.

A delicada situação da Grécia, um país que pertence à zona do euro e que teve que pedir ajuda de emergência de 45 bilhões de euros para cumprir com os reembolsos de sua esmagadora dívida, dominou a pauta das reuniões de ministros das Finanças do FMI e governadores de bancos centrais em Washington.

Na sexta-feira, a Grécia pediu ajuda, após constatar que não podia fazer frente às taxas de sua emissão de dívida externa nos mercados.

O secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, se reuniu com o ministro das Finanças grego, George Papaconstantinou, e com outros representantes da União Europeia e do Fundo.

"O secretário Geithner os animou a agirem rapidamente para por em andamento um pacote de fortes reformas e apoio financeiro concreto e substancial", destacou o Tesouro em um comunicado.

O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, prometeu que o organismo internacional se mobilizará "muito expeditamente".

"Estivemos trabalhando de perto com as autoridades gregas durante algumas semanas sobre a assistência técnica, e tivemos uma missão de campo em Atenas durante uns dias, trabalhando com as autoridades e a União Europeia", disse Strauss-Kahn.

Em jogo está a estabilidade do euro, enquanto a Grécia tem dívida de 300 milhões de euros e a Europa se recupera lentamente da recessão.

O debate sobre a reforma interna do FMI e do Banco Mundial, sob pressão dos países emergentes, também prosseguiu.

"Nós nos sentimos consternados com o contraste entre a ambição mostrada pela direção quando fala do possível futuro papel do Fundo (...) e a falta de ambição demonstrada em recentes documentos (internos) quanto à revisão de cotas" de poder, disse o ministro das Finanças brasileiro, Guido Mantega.

O Brasil, que anunciou aportes substanciais ao capital do FMI no último ano, quer que o Fundo redistribua 7 pontos percentuais de suas cotas internas a favor dos países emergentes.

Países avançados propõem uma redistribuição de 5 pontos percentuais.

A discussão sobre a redistribuição de cotas se acelerou particularmente com a crise internacional, iniciada em 2008.

Os Estados Unidos também pediram mais ambição, condenando que as reformmas não afetem a distribuição de cadeiras no conselho administrativo do Fundo, com 24 representantes.

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