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24/04/2010 - 15h37

Milhares apóiam, em Madri, o juiz Garzón e as vítimas do franquismo

Milhares de pessoas participaram de uma manifestação, na tarde deste sábado, em Madri, a favor do juiz Baltasar Garzón e pela investigação dos desaparecimentos durante o franquismo, em um dia marcado por mobilizações em apoio ao magistrado espanhol em várias cidades espanholas, europeias e latino-americanas.

"Contra a impunidade do franquismo, em solidariedade às vítimas", dizia um cartaz atrás do qual marcharam, no centro de Madri, milhares de pessoas, lideradas por atores e escritores como José Sacristán, Pilar Bardem e o hispano-argentino Juan Diego Botto.

Ao fim da marcha, convocada pela Plataforma contra a Impunidade do Franquismo, o cineasta Pedro Almodóvar lerá um manifesto na Praça do Sol, centro da capital espanhola.

"Verdad, justiça e reparação", "Espanha ao contrário", "Mais juízes como Garzón" são alguns dos lemas exibidos pelos manifestantes, que marcham com bandeiras republicanas.

Ao mesmo tempo, a Falange Espanhola, partido que denunciou Garzón por considerar que investigou os desaparecimentos sem ter competência para tal, havia convocado uma concentração também em Madri.

À manifestação de Madri se uniram as organizadas em outras muitas cidades espanholas, que reuniram centenas de pessoas em Las Palmas, Sevilha, Valência, Jaén e Ferrol, e também em Paris, Londres, Bruxelas, Lisboa e Dublin, e na América Latina em Buenos Aires e México.

Garzón investigou brevemente em 2008 o destino de cerca de 114.000 desaparecidos durante a Guerra Civil (1936-1939) e os primeiros anos do franquismo (1939-1975), alegando que o crime de desaparecimento forçado não prescreve. Esta foi a primeira investigação dos fatos na Espanha.

A procuradoria se posicionou contra as investigações por considerar que os crimes entravam na lei de anistia de 1977, aprovada depois da morte do general Francisco Franco e no início da transição democrática espanhola, e o juiz abandonou a investigação.

O julgamento gerou polêmica na Espanha e uma onda de manifestações no exterior, sobretudo na América Latina, onde Garzón, 54 anos, é conhecido pela prática da justiça universal e por ter conseguido a prisão do ex-ditador chileno Augusto Pinochet em Londres em 1998.

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