UOL Notícias Notícias
 

25/04/2010 - 16h41

Alemanha impõe obstáculos à solução de crise orçamentária grega

O FMI e a Grécia queriam avançar rapidamente, este domingo, para colocar fim à crise orçamentária em que o país está envolvido, mas sua vontade e a de várias nações europeias chocaram-se contra a intransigência da Alemanha.

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, e o ministro grego das Finanças, Georges Papaconstantinou, disseram que confiam no resultado das negociações atualmente em curso entre Grécia, Comissão Europeia e FMI.

"O FMI, os sócios europeus e todos os que estão envolvidos no esforço financeiro reconhecem a necessidade de velocidade", declarou Strauss-Kahn no final de uma reunião com Papaconstantinou no domingo, paralelamente às reuniões de primavera do Fundo e do Banco Mundial (Bird).

"Estou convencido de que concluiremos as negociações a tempo para satisfazer as necessidades da Grécia", declarou em comunicado.

O ministro grego das Finanças disse, por sua vez, estar convencido de que a ajuda financeira prometida pelos europeus e pelo FMI estaria pronta "no mês de maio".

A Grécia, que está perto da bancarrota por conta do peso de sua dívida pública e de seu déficit orçamentário, deve fazer frente ao prazo de 19 de maio para pagar 8,5 bilhões de euros.

Esse calendário, combinado com a crise que continua afetando os mercados, forçou Atenas na sexta-feira a pedir que a ajuda prometida por seus parceiros da zona do euro se concretizasse.

Na quarta-feira, foram abertas as negociações sobre as condições conjuntas de uma ajuda. Mas o pedido de ajuda feito pela Grécia não convenceu inteiramente os mercados, reconheceu Papaconstantinou, que, no entanto, assegurou que os especuladores que apostam na incapacidade desse país de honrar sua dívida pública vão perder.

O governo grego foi confrontado nos últimos meses com uma alta constante das taxas de juros associadas a seus títulos de dívida pública, apesar dos anúncios de medidas para reduzir os gastos e aumentar as receitas fiscais.

O "mecanismo de ajuda estará pronto para maio, ninguém na Europa nem fora dela tem outra opinião", afirmou Papaconstantinou.

Contudo, a Alemanha indicou claramente neste domingo que poderia negar a ajuda, caso Atenas não coloque em andamento uma "estrita política de rigor" nos gastos.

"Não estamos dispostos a assinar um cheque em branco", afirmou o ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, à emissora pública do país.

"O fato de que nem a União Europeia nem o governo (alemão) tenham tomado uma decisão até o momento signfica que esta poderá ser positiva ou negativa" de acordo com as medidas a serem tomadas por Atenas, afirmou o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Sch¤uble, ao jornal Bild am Sonntag.

Papaconstantinou tentou tranquilizar seus sócios, sobretudo Berlim, afirmando que as medidas de austeridade implantadas já estavam dando resultados.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,54
    3,265
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,36
    64.085,41
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host