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25/04/2010 - 17h47

Presidente paraguaio promete que não haverá abusos com estado de exceção

O presidente paraguaio, Fernando Lugo, prometeu que as forças públicas não cometerão abusos durante os 30 dias do estado de exceção declarado em cinco departamentos (províncias) do norte do país, quatro deles na fronteira com o Brasil, informaram este domingo fontes governamentais.

"O governo oferece as mais amplas garantias de que este processo não comprometerá nenhum procedimento que tenha a ver com os direitos humanos", disse o chefe de Estado a membros da Coordenadoria de Direitos Humanos do Paraguai (Codehupy), que o visitaram na residência presidencial, segundo as fontes, que pediram anonimato.

Os departamentos em exceção

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A entidade de direitos humanos manifestou o temor de que o estado de exceção "legalize" abusos de militares e policiais.

"Nós achamos que haverá abusos. A situação preocupa as organizações que já foram vítimas em ocasiões anteriores. Com isto se buscaria legalizar os abusos", declarou Juan Martens, da Codehupy, ao fim da audiência com o presidente.

O estado de exceção afeta os departamentos de Concepción, San Pedro, Amambay, Presidente Hayes e Alto Paraguai, onde vivem 800.000 pessoas, quatro deles na fronteira com o Brasil.

A excepção permitirá a atuação operacional das Forças Armadas no combate a membros do Exército do Povo Paraguaio (EPP), grupo que sequestrou dois ricos fazendeiros em 2008 e 2009 e ao qual se atribui o assassinato de quatro policiais na quarta-feira passada.

A reação das autoridades paraguaias tem relação direta com a morte dos policiais na localidade conhecida como Arroyito, 500 km ao norte, no departamento de Concepción.

 

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