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26/04/2010 - 19h39 / Atualizada 04/05/2012 - 18h25

D.O.M, de São Paulo, é o 18° melhor restaurante do mundo

O restaurante D.O.M, de São Paulo, que tem Alex Atala como "chef", ficou em 18° lugar no ranking dos 50 melhores restaurantes do mundo em uma entrega de prêmios realizada nesta segunda-feira em Londres. O estabelecimento brasileiro foi o mais bem colocado da América Latina.

O restaurante Noma, do chef dinamarquês de 32 anos René Redzepi, ficou em primeiro lugar, acabando com o longo reinado do espanhol El Bulli. O estabelecimento de Copenhaguen encabeçou a prestigiada lista S.Pellegrino dos 50 melhores restaurantes do mundo em um evento organizado pela revista britânica Restaurant na histórica prefeitura londrina.

"É um trabalho de equipe", disse ao receber o prêmio junto com seis de seus colaboradores, a maioria vestindo uma camiseta com a foto do lavador de pratos do restaurante, o gambiano Ali, que não pôde ir ao evento por não ter conseguido visto de entrada no país.

O Noma, terceiro lugar em 2009, deixou o segundo lugar para El Bulli - o restaurante três estrelas Michelin do catalão Ferrán Adrià, vencedor de cinco edições. O terceiro lugar ficou com o restaurante britânico "The Fat Duck", do chef Heston Blumenthal.

Adrià recebeu, no entanto, um novo prêmio, o de melhor chef da década, três meses depois de ter anunciado sua intenção de fechar o restaurante três estrelas Michelin de Roses (Catalunha, nordeste do país) em 2012 ou 2013, e convertê-lo em uma fundação.

"Hoje é um dia especial porque é o último dia que vou receber um prêmio do mundo da gastronomia, mas que ninguém pense que vou lhes deixar. Com o novo projeto poderemos dar muito mais ao mundo da cozinha", disse, ao ser ovacionado de pé.

A Espanha teve quatro restaurantes entre os 10 melhores do mundo, e não há nenhum francês nessa classificação elaborada por 800 críticos, jornalistas e especialistas internacionais em gastronomia.

Depois de Adrià estão o catalão El Celler de Can Roca (Joan Roca) e os bascos Mugaritz (Andoni Luis Aduriz) e Arzak (Juan Mari Arzak), respectivamente quarto, quinto e nono lugares. Outro estabelecimento do País Basco, Mertín Berasategui, ocupou o 33° lugar.

"Isso é uma consolidação. Ninguém pode duvidar que a cozinha espanhola está na vanguarda. Estou muito contente por todos", completou Adrià.

Além do D.O.M, outro latino-americano prestigiado foi o mexicano Miko, que abriu suas portas em 2007 pelos discípulos de Arzak, e entrou pela primeira vez na lista, no 46° lugar. "O México nos abriu as portas desde o princípio e nos deu grandes alegrias. O que a gente espera e devolver tudo isso", disse um deles, Mikel Alonso, depois da cerimônia.

O México também contou com outro estabelecimento na lista dos 100 melhores, Pujol, de Enrique Olvera.

Finalmente, o chef austríaco Eckart Witzigmann, cujo estabelecimento Aubergine em Munique (Alemanha) foi um dos primeiros não franceses a receber três estrelas Michelin, recebeu o prêmio especial do juri.

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