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27/04/2010 - 20h32

Câncer colorretal: exame de diagnóstico reduz fortemente a mortalidade

Um único exame de reto e da última parte do cólon em pessoas entre os 55 e os 64 anos permite reduzir a mortalidade por câncer colorretal em 43%, revela um estudo que será publicado na edição desta quarta-feira da revista científica britânica The Lancet.

O estudo, iniciado em 1994, a princípio com 170.000 pessoas, mostra também que nesta faixa etária este exame único de diagnóstico, denominado retossigmoidoscopia, reduz a incidência (de novos casos) da doença em um terço com relação ao grupo que não o realizou.

A sigmoidoscopia consiste em introduzir por via natural (ânus) um tubo fino e flexível para visualizar o reto e a parte inferior do cólon (sigmóide) com a finalidade de verificar a existência de pólipos (adenoma). Também é possível retirar, desta forma, os pólipos ou tumores após o exame.

Ao contrário da colonoscopia ou coloscopia, que permite visualizar a totalidade do intestino grosso (cólon), a sigmoidoscopia só permite visualizar a parte final do intestino.

Mas os dois terços dos casos de câncer colorretal e de adenomas se situam no reto e na última parte do cólon, acessíveis por este exame.

Cerca de 113.000 participantes foram assignados ao grupo de controle (sem exame) e 57.237 ao grupo de intervenção (com exame). Nos onze anos de acompanhamento médio, 2.524 casos de câncer de cólon foram diagnosticados, 1.816 no grupo de controle e 706 no grupo que se submeteu ao exame.

Neste último, a mortalidade foi reduzida em 43% e a incidência da doença diminuiu 33%.

Considerando apenas os resultados limitados à parte baixa do cólon e ao reto, a incidência da doença foi reduzida pela metade com o exame, afirmam os autores do estudo.

O câncer colorretal é o terceiro mais frequentemente diagnosticado no mundo, com mais de um milhão de casos e 600 mil mortes ao ano. Quanto mais cedo for diagnosticado, maiores as chances de cura. A maioria dos cânceres de cólon provêm de adenomas que se desenvolvem sem sintomas em 20% a 30% da população.

Em estudos anteriores foi observada uma redução da mortalidade mais importante, mas a quantidade de pacientes ou a duração do acompanhamento médico foram insuficientes para permitir conclusões sólidas, ao contrário deste novo estudo, destaca em um editorial o epidemiologista David Ransohoff (Estados Unidos).

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