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27/04/2010 - 21h49

Senador paraguaio diz que foi atacado pelo PCC

O ataque de segunda-feira contra o senador paraguaio Robert Acevedo foi realizado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), a organização criminosa de São Paulo, revelou nesta terça o próprio político.

Em declarações à imprensa, o senador Acevedo garantiu que o PCC foi o autor da ação, que matou seus dois guarda-costas, que receberam entre 40 e 60 tiros.

O ataque ocorreu em pleno centro da cidade de Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil, e os pistoleiros utilizaram armas automáticas.

Acevedo, do partido Liberal, se salvou milagrosamente, apesar de ter sido ferido no braço e de raspão no olho esquerdo.

"Os responsáveis são traficantes paraguaios associados aos brasileiros. Eles estão infiltrados na sociedade e são donos da vida e da morte", disse o senador, citando diretamente o PCC paulista.

"O narcotráfico ordenou e pagou o atentado. Caballero está nas suas mãos. Para eles não importa o estado de exceção. São mais poderosos que a policía", afirmou.

Acevedo se referia ao segundo dia de vigência do estado de exceção nos departamentos de Presidente Hayes, Alto Paraguay, San Pedro, Concepción e Amambay, onde estão mobilizados cerca de 3 mil militares e policiais.

Segundo o chefe de polícia de Pedro Juan Caballero (capital de Amambay), Francisco González, "os brasileiros presos dizem ser Eduardo da Silva e Marcos Cordeiro, mas estamos averiguando seus antecedentes com nossos colegas do Brasil".

O delegado também suspeita que os presos formam parte do chamado Primeiro Comando da Capital, organização que opera na fronteira com o Paraguai no tráfico de drogas e de armas.

"Os presos são de São Paulo. Temos informação de que a polícia brasileira está fazendo operações nas favelas de São Paulo", informou.

Paralelamente, dois corpos de jovens paraguaios de 20 anos com antecedentes criminais foram encontrados nesta terça-feira com muita marcas de balas a 100 km de Caballero.

A polícia suspeita que formavam parte do grupo que atentou contra a vida do senador.

O estado de exceção foi decretado a pedido do presidente Fernando Lugo para combater a violência ligada aos rebeldes de esquerda do Exército do Povo Paraguaio (EPP), que segundo algumas fontes poderia estar envolvido no ataque.

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