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27/04/2010 - 14h40

Senador vítima de atentado culpa o narcotráfico paraguaio-brasileiro

O senador governista Robert Acevedo, que sobreviveu ao atentado a balas na segunda-feira que deixou dois guarda-costas mortos, atribuiu o ataque à máfia do narcotráfico que domina a fronteira entre Paraguai e Brasil.
 

Departamentos em estado de exceção

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"Os responsáveis são narcotraficantes paraguaios associados com os brasileiros. Eles estão infiltrados na sociedade e são donos da vida e da morte. Eu me salvei por um milagre", relatou Acevedo à imprensa.

O furgão do político sofreu cerca de 40 impactos de bala, sem que a polícia tenha ainda pistas dos atacantes. O senador pelo Partido Liberal (no poder) sofreu o impacto de dois disparos.

Um de seus guarda-costas morreu ao tentar protegê-lo e o outro foi crivado por balas.

O fato aconteceu em pleno centro da cidade de Pedro Juan Caballero, capital do departamento (província) de Amambay, separado por uma avenida de Ponta Porã, no Brasil.

Amambay foi declarado em estado de exceção assim como outros quatro departamentos do norte, nos quais foram mobilizados cerca de 3.000 policiais e militares para rastrear a existência de focos de supostos rebeldes autodenominados Exército do Povo Paraguaio (EPP), de esquerda.

A eles foi atribuído o assassinato há uma semana de quatro policiais no departamento de Concepción, vizinho de Amambay.

Para Acevedo, no entanto, o EPP não constitui nem um décimo dos bandos de narcotraficantes. "É algo internacional. Sua força é superior à da polícia. Eles têm armas poderosas para defender o poderoso movimento fronteiriço ilegal", relatou.

"Eles transformaram a cidade de Pedro Juan Caballero numa sociedade dominada pelo tráfico. Há políticos locais que estão associados a eles. A maioria dos candidatos políticos são pagos por eles", continuou.

"Para ocultar sua verdadeira atividade no submundo do narcotráfico, dedicam-se à venda de eletrônicos, móveis - comércios de fachada - e até a entidades beneficentes".

"Eu os denunciava todos os dias, mas agora vejo que é impossível lutar contra eles. São extremadamente poderosos", enfatizou.

Acevedo é um empresário que atua com postos de gasolina e também é proprietário da rádio Amambay AM.

O furgão em que estava no momento do atentado era utilizado nas coberturas diárias da emissora.

 

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