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27/04/2010 - 09h07

Uribe censura interferência de Chávez nas eleições colombianas

O presidente Alvaro Uribe denunciou a indevida interferência do governo venezuelano em assuntos da Colômbia, depois que seu colega venezuelano Hugo Chávez pediu que os colombianos não votem no candidato da situação, Juan Manuel Santos, nas eleições presidenciais de maio.

"É uma ofensa ao povo colombiano que um governo estrangeiro tente coagir sua livre vontade política para eleger o próximo presidente da república, com intimidações de guerra", afirmou Uribe em uma declaração divulgada por seu gabinete.

Chávez se referiu no domingo passado ao candidato da situação e ex-ministro da Defesa de Uribe classificando-o como uma ameaça e dizendo que, se este vencer as eleições, "isso pode gerar uma guerra nesta parte do mundo".

Na noite de segunda, Chávez voltou ao assunto, garantindo que não tem candidato para as eleições presidenciais na Colômbia, mas advertiu que "será extremamente difícil" restabelecer as relações bilaterais se Juan Manuel Santos for eleito.

"Não tenho candidato na Colômbia e nem posso ter, mas se Santos chegar à presidência a situação vai se complicar ainda mais com a Colômbia. Mas o povo colombiano saberá quem eleger. Oxalá pensem bem. Não tenho preferência por qualquer candidato", declarou Chávez durante uma cerimônia militar transmitida pela TV.

A chancelaria colombiana qualificou hoje de "inaceitáveis" os comentários de Chávez envolvendo a campanha para eleger o sucessor de Uribe.

"O governo da Colômbia considera inaceitáveis os comentários do governo da Venezuela sobre a campanha eleitoral colombiana, que violam o princípio básico universal de não intervenção nos assuntos internos de outros países".

Venezuela e Colômbia congelaram as relações diplomáticas em meados de 2009, devido ao acordo entre Bogotá e Washington sobre o uso de sete bases militares colombianas por tropas dos Estados Unidos.

O presidente do Equador, Rafael Correa, também criticou o candidato governista, por declarar-se orgulhoso por ter ordenado um ataque em 2008 - quando ocupava a pasta da Defesa - contra um acampamento das Forças Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano, no qual morreu Raúl Reyes, o número dois dessa guerrilha.

"Não quero me meter na política interna (da Colômbia), respeitamos outros países, mas temos que defender a dignidade e a respeitabilidade do Equador", afirmou Correa no fim de semana.

Em relação ao Equador, a chancelaria colombiana recordou no comunicado que o "único interesse é a reconstrução total das melhoires relações".

Pesa sobre Santos uma ordem de prisão pelo taque contra o acampamento das Farc, quando também morreram outras 24 pessoas.

Santos, que era até agora o favorito das pesquisas para as presidenciais, figura em segundo lugar numa pesquisa da empresa Ipsos Napolén Franco publicada este segunda.

Segundo esta pesquisa, o independente Antanas Mockus, do Partido Verde, lideraria o primeiro turno do próximo dia próximo 30 de maio com 38% dos votos, frente a 29% para Santos. E no segundo turno de 20 de junho, Mockus obteria 58%, muito acima de Santos, com 37%.

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