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28/04/2010 - 18h13

Justiça chilena nega a reabertura do caso de diplomata espanhol assassinado

A Corte Suprema de Justiça do Chile rejeitou nesta quarta-feira o pedido de reabertura de um processo por sequestro e assassinato do diplomata espanhol na ONU, Carmelo Soria, ocorrido em 1976, durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), informou um representante do Estado.

O Programa de Direitos Humanos do Ministério do Interior chileno, junto com a filha do espanhol, Carmen Soria alegaram a existência de novos antecedentes para entrar com a solicitação.

Mas o tribunal desestimou os argumentos de "obstrução à Justiça e de formação de quadrilha" com os quais - segundo os querelantes - ocultou-se a verdade sobre a morte de Soria, durante as investigações realizadas em 1993, informou à AFP a secretária executiva do Programa de Direitos Humanos do ministério, Rossy Lama.

Foi a primeira ação desse tipo durante o governo de Sebastián Piñera (direita).

Carmen Soria já anunciou que levará o caso ante a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

Soria foi sequestrado no dia 14 de julho de 1976 em Santiago pela polícia secreta de Pinochet. Seu corpo apareceu com marcas de tortura dois dias depois no interior de seu automóvel abandonado junto a um canal da capital chilena.

Cerca de 3.000 pessoas morreram ou desapareceram nas mãos da ditadura chilena. Até o momento, 500 ex-militares vêm sendo processados por esses crimes.

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