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05/05/2010 - 09h58

Cidade natal de Faisal Shahzad lembra dele como um 'rapaz moderno'

Os habitantes de Mohib Banda, cidade natal do paquistanês Faisal Shahzad - indiciado pelo atentado fracassado de Nova York -, o descrevem como um "pai de família moderno", que nunca manifestou ódio em relação aos Estados Unidos nem simpatia pelo islamismo radical.

"Ele nos surpreendeu. Por que fez isso?", pergunta Aziz Jan, um morador da localidade de 10.000 habitantes situada a 25 km de Peshawar, onde a informação da prisão de Shahzad circulou com rapidez.

Faisal Shahzad, de 30 anos e nacionalidade americana, mas natural do Paquistão, admitiu participação no atentado fracassado de sábado passado na Times Square, centro de Nova York.

Shahzad foi detido no aeroporto J. F. Kennedy a bordo de um avião a ponto de decolar rumo a Dubai.

Fora uma foto difundida em série na imprensa americana, em que aparece sorridente, pouco se sabe sobre este homem.

As autoridades americanas afirmam que ele recebeu treinamento para a fabricação de bombas no Waziristão, região do Paquistão conhecida como centro de recrutamento dos terroristas.

"Naquela foto estava com a barba feita, mas existe uma grande diferença. Ele deixou a barba crescer nos Estados Unidos", destacou Ahmed, de 50 anos, ex-prefeito de Mohib Banda.

"Shahzad era um rapaz moderno. Passou a maior parte de sua vida com seu pai que tinha uma casa em Peshawar", acrescentou, afirmando que há apenas alguns meses visitou o povoado para assistir a um casamento.

Segundo os vizinhos, Shahzad, filho de um oficial da força aérea e de uma família de classe média, estudou em colégios particulares antes de ir para a Universidade de Peshawar.

Esta grande cidade do noroeste do país, perto da fronteira afegã, é considerada atualmente um dos centros de recrutamento dos talibãs e de seus aliados da rede Al-Qaeda.

Em Mohib Banda, sua casa natal está agora protegida por uma barreira de madeira. Segundo os vizinhos, lá mora um primo de Faisal que trabalha para uma empresa de telecomunicações e é casado com uma professora.

O pai do suspeito, Bahar-ul Haq, viveria atualmente em Deran Ismail Khan, nas imediações das zonas tribais paquistanesas.

Nenhum membro da família foi localizado.

Apenas um homem que afirmou ser parente de Faisal Shahazad e que se apresentou como seu advogado afirmou à AFP, por telefone, que achava que tudo se tratava de uma conspiração.

"Para mim isso parece uma conspiração", declarou Kifayat Ali. "Eles (a família) não têm nenhum vínculo com grupos militantes ou de organização jihadista. Nem mesmo estão ligados a algum partido político".

Segundo um agricultor local, Faiz Ahmed, Shahzad se casou com uma paquistanesa e teve dois filhos. "São muito amáveis, simples e piedosos", comentou.

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