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05/05/2010 - 19h02

Europa: anúncio de rebaixamento da dívida de Portugal derruba Bolsas e o euro

O anúncio de uma possível degradação da nota da dívida de Portugal e a violência durante as manifestações na Grécia, com três mortos, derrubaram nesta quarta-feira as Bolsas europeias e o euro, que chegou a ser cotado abaixo do teto de 1,28 dólar no final da tarde, pela primeira vez desde março de 2009.

Os preços do petróleo fecharam em queda pelo segundo dia consecutivo em Londres e Nova York, onde o barril de referência foi negociado a menos de 80 dólares o barril.

As Bolsas dos países do sul da Europa foram particularmente atingidas: após um recuo de mais de 5% na terça-feira, a de Madri perdia, ainda, 2,27% no fechamento e, Lisboa, 1,52%, enquanto que a Bolsa de Atenas degringolava registrando uma queda de 3,91% no final do pregão.

As outras Bolsas também operaram em baixa, mas com perdas menores: Paris recuava 1,44%, Londres 1,28%, Frankfurt 0,81%, Amsterdã 1,51%. Wall Street abriu em baixa passando, depois, ao azul, com 0,005% no início da tarde.

Os temores também deprimiram Hong Kong que registrou baixa de 2,10%. Tóquio prosseguia fechada pelo terceiro dia consecutivo, por causa do feriado da Semana Dourada.

Nesta quarta-feira, a agência de classificação de riscos Moody's anunciou que rebaixaria o "rating" de Portugal "em três meses", devido à "recente deterioração das finanças públicas e às fracas perspectivas de crescimento a longo prazo" da economia do país.

O euro também acentuou a baixa, tendo sido negociado, nesta quarta-feira, no patamar de 1,29 dólar pela primeira vez desde março de 2009, penalizado pelo temor de contágio da crise grega no seio da zona do euro.

Pela manhã, estava cotado a 1,2889 dólar contra 1,2988 na noite de terça-feira, seu nível mais baixo desde o dia 12 de março de 2009.

Na véspera, o euro havia sofrido perdas pesadas em relação ao dólar, pelos rumores de que outras agências de classificação de risco iam rebaixar a nota da Espanha, no rastro da Standard & Poor's uma semana antes.

Anunciavam, também, uma possível solicitação por Madri de uma ajuda financeira colossal ao Fundo Monetário Internacional (FMI), apesar dos desmentidos feitos pelo próprio FMI e pelo governo espanhol.

Pela manhã, as principais praças europeias recuperavam o vigor, após a publicação de previsões da Comissão Europeia de crescimento em alta dos países da UE e da zona do euro, em 2010 e 2011.

Segundo a Comissão de Bruxelas, o Produto Interno Bruto (o conjunto de bens e riquezas produzidos) da Zona do Euro deverá registrar este ano um aumento de 0,9% em vez de 0,7%, e de 1% em vez de 0,7% para o conjunto dos 27 países da UE.

A Comissão também reviu em alta a economia do Reino Unido, com um crescimento de 1,2% contra 0,6%; mas a Grécia mergulharia na recessão, com 3,0% negativos contra 0,3% negativo de antes.

As Bolsas de Madri e Atenas limitaram as perdas no final da manhã, em torno de 1%.

O mercado de obrigações também passou por tensões, em particular, os títulos da dívida grega e portuguesa, em meio as dúvidas quanto à capacidade destes países de conseguirem honrar suas dívidas. Os papéis gregos a dez anos ultrapassaram o teto de 10% nesta quarta-feira, e os a longo prazo da dívida portuguesa excederam os 5,7%. A título de comparação, a Alemanha, bom aluno da zona do euro, oferece taxas de 2,8%.

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