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05/05/2010 - 14h59

Presidente grego: a Grecia está à beira do abismo

O presidente grego, Carolos Papoulias, assegurou nesta quarta-feira que seu país se encontra à beira do abismo depois dos protestos violentos que opuseram manifestantes e policiais nas ruas da capital.

"É responsabilidade de todos nós não dar um passo para o precipício", afirmou o chefe de Estado em sua primeira declaração após os distúrbios.

Três pessoas morreram quando uma agência bancária do centro de Atenas foi incendiada por coquetéis molotov jogados por jovens com o rosto coberto por lenços durante as manifestações de protesto.

Quase 20 pessoas estavam no banco quando teve início o incêndio. Duas mulheres e um homem morreram no meio das chamas, segundo informações da polícia grega.

Dois prédios públicos, uma agência da receita e um edifício da prefeitura de Atenas, também foram incendiados com coquetéis molotov.

Dezenas de jovens jogaram coquetéis molotov contra as vitrines de lojas e bancos no centro de Atenas, o que provocou vários pontos de incêndio.

A Grécia amanheceu nesta quarta-feira praticamente paralisada por uma greve geral, a terceira desde fevereiro, convocada pelos sindicatos para protestar contra o plano de austeridade imposto pelo governo socialista de Giorgos Papandreou em troca de uma ajuda financeira da União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Os transportes aéreos, marítimos e ferroviários estão parados, a maioria das escolas e administrações públicas fechadas.

Os bancos e as grandes empresas do setor público funcionam com poucos funcionários e os hospitais garantem apenas os serviços de emergência.

A greve inclui a imprensa, com os serviços jornalísticos de rádios, TVs e jornais interrompidos.

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