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05/05/2010 - 11h08

Três mortos em incêndio em banco durante protestos em Atenas

Três pessoas morreram quando uma agência bancária do centro de Atenas foi incendiada por coquetéis molotov jogados por jovens com o rosto coberto por lenços durante as manifestações de protesto contra o plano de austeridade do governo.

Quase 20 pessoas estavam no banco quando teve início o incêndio. Duas mulheres e um homem morreram no meio das chamas, segundo informações da polícia grega.

Dois prédios públicos, uma agência da receita e um edifício da prefeitura de Atenas, também foram incendiados com coquetéis molotov.

Dezenas de jovens jogaram coquetéis molotov contra as vitrines de lojas e bancos no centro de Atenas, o que provocou vários pontos de incêndio.

A Grécia amanheceu nesta quarta-feira praticamente paralisada por uma greve geral, a terceira desde fevereiro, convocada pelos sindicatos para protestar contra o plano de austeridade imposto pelo governo socialista de Giorgos Papandreou em troca de uma ajuda financeira da União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Os transportes aéreos, marítimos e ferroviários estão parados, a maioria das escolas e administrações públicas fechadas.

Os bancos e as grandes empresas do setor público funcionam com poucos funcionários e os hospitais garantem apenas os serviços de emergência.

A greve inclui a imprensa, com os serviços jornalísticos de rádios, TVs e jornais interrompidos.

O transporte urbano de Atenas funcionou com horário restrito para permitir a chegada dos manifestantes aos locais dos protestos convocados pelos sindicatos nocentro da cidade.

A nova greve desta quarta-feira que teve como eixo de manifestações a a capital é uma das maiores já organizadas na Grécia, segundo comunicado da Confederação Geral dos Trabalhadores (GSEE), principal sindicato do setor privado.

De acordo com polícia, 25.000 pessoas foram mobilizadas em Atenas e 14.000 em Tessalônica (norte).

Na véspera, milhares de pessoas começaram a se manifestar no centro de Atenas depois de convocadas por vários sindicatos.

Os manifestantes da Pame, a frente sindical do Partido Comunista, caminharam até o Parlamento antes de serem dispersados sem maiores incidentes.

"Não daremos um centavo sequer pela crise", afirmava um dos cartazes exibidos.

O governo socialista grego pretende aplicar os severos cortes fiscais exigidos pela UE e o FMI em troca da ajuda de 110 bilhões de euros, apesar da revolta dos sindicatos.

Um dia depois do governo anunciar um colossal plano de poupança de 30 bilhões de euros entre 2010 e 2012, o primeiro-ministro grego, Giorgos Papandreou, disse que a cura da austeridade propiciará "mudanças de que o país necessita há anos".

Os países da Zona Euro aprovaram no domingo um plano de socorro à Grécia sem precedentes, totalizando 110 bilhões de euros, com o apoio do FMI, após Atenas concordar com drásticas medidas de austeridade.

A ajuda somará 110 bilhões de euros, durante três anos, dos quais 80 bilhões sairão de empréstimos bilaterais de sócios da zona euro, e o restante do FMI.

Para 2010, os europeus liberarão 30 bilhões de euros e o FMI outros 15 bilhões. O dinheiro começará a entrar antes de 19 de maio, quando a Grécia deverá honrar nove bilhões de euros de sua dívida.

O plano de rigor pretende reduzir o déficit público grego de 13,6% do PIB registrado em 2009 a menos de 3% em 2014.

Para isso, o governo decidiu, entre outras medidas, suprimir os bônus dos funcionários e pensionistas do setor público, aumentar a idade de aposentadoria das mulheres em cinco anos (65 anos) e subir a principal taxa do IVA em dois pontos (23%), além de reduzir os investimentos públicos.

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