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06/05/2010 - 14h21

Kundera denuncia o absurdo da situação vivida por Polanski

O escritor tcheco-francês Milan Kundera manifsetou seu apoio a Roman Polanski em uma nota publicada no jornal Le Monde, onde denuncia o abusrod da situação do cineasta em prisão domiciliar na Suíça desde 4 de dezembro de 2009.

Negando-se a comentar o aspecto jurídico do caso Polanski, o escritor afirma que a "arte europeia, sua literatura, seu teatro, nos ensinou a rasgar a cortina das regras jurídicas, religiosas, ideológicas e a ver a existência humana em toda sua realidade concreta".

"Fiel a esta cultura", acrescenta Kundera, "me nego a ficar cego ante o absurdo da situação de Polanski, perseguido por um ato que ocorreu há 33 anos, que foi há muito tempo perdoado por todos os atores do drama e cujo julgamento prolongado até o infinito não proporcionará nada de bom a ninguém, a ninguém, a ninguém".

"Se a Europa continua sendo a Europa, se continua sendo herdeira de sua própria cultura, não poderá suportar o silêncio absurdo desta cruel pantomima representada em um chalé suíço", escreve o autor de "A insustentável leveza do ser", que afirmou que não conhece Polanski pessoalmente.

Perseguido pela justiça nos Estados Unidos em 1977 por ter mantido relações sexuais com uma menor, o cineasta chegou na ocasião, depois de 42 dias de prisão, a um acordo com a justiça, mas precisou fugir para se exilar na França depois de uma mudança de opinião do juiz.

Polanski foi detido em cumprimento de uma ordem de captura internacional americana em 26 de setembro passado, ao chegar a Zurique para assistir a um festival de cinema. Foi libertado em 4 de dezembro sob fiança e se encontra desde então sob prisão domiciliar em seu chalé de Gstaad.

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