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07/05/2010 - 22h41

Países da Zona do Euro querem um fundo de apoio para parceiros em dificuldades

Os líderes dos países da Zona do Euro decidiram neste sábado, em Bruxelas, criar um fundo de apoio a seus sócios que passam por problemas financeiros, depois da explosão da crise grega que pôs em risco a estabilidade da região. Admitiram que a moeda única passa por uma "crise sistêmica", que nesta semana afundou os mercados e foi motivo de preocupação em todo o mundo.

Determinados a defender o euro dos "ataques" especulativos, os 16 chefes de Estado e de governo decidiram convocar uma reunião para domingo dos ministros de Finanças do conjunto da União Europeia para dar à luz um "mecanismo de estabilização" financeira, com detalhes a serem concretizados antes da sessão de abertura das bolsas europeias, na manhã de segunda-feira.

O dispositivo inédito tornaria perene a montagem posta em prática para a Grécia.

O dispositivo se apoiaria numa cláusula do Tratado europeu de Lisboa que permite à União Europeia conceder assistência financeira a seus membros em caso de "circunstâncias excepcionais".

Durante a reunião, alguns participantes defenderam uma contribuição concreta do Banco Central europeu ao plano de ajuda.

"Em vista das circunstâncias excepcionais, todas as instituições da Zona do Euro, o Conselho (órgão dos Estados da UE), a Comissão europeia, o Banco Central europeu e todos os países membros chegaram a um consenso para a utilização de toda a gama de instrumentos disponíveis para garantir a estabilidade", segundo a declaração dos dirigentes.

Para tentar tranquilizar os mercados que, após a Grécia, puseram na berlinda Espanha, Itália e Portugal, a cúpula da Zona do Euro também chegou a um compromisso sobre disciplina fiscal.

Os chefes de Estado e de governo se disseram prontos a "acelerar" seus esforços de redução dos déficits nos próximos anos, a fim de manter os limites autorizados na UE.

O Pacto de Etabilidade europeu limita a 3% do PIB, Produto Interno Bruto, o déficit público nacional dos países um percentual que, no entanto, explodiu com a crise financeira e econômica.

Os dirigentes decidiram, também, "reforçar" o Pacto, que não vem sendo respeitado no momento.

Também se disseram determinados a realizar "avanços rápidos na regulação e na supervisão dos mercados financeiros".

Atualmente, 13 dos 16 países da Zona do Euro registram um déficit excessivo, em consequência da crise financeira que os obrigou a aprovar planos de resgate em massa das economias nacionais.

A debacle grega está na origem desta crise de confiança sem precedentes na Zona do Euro, o que levou alguns proeminentes economistas a questionar, inclusive, a sobrevivência da moeda única a longo prazo.

As principais bolsas europeias voltaram a fechar a sexta-feira com fortes perdas, enquanto a cotação do euro melhorou um pouco, depois de ter caído na quinta-feira no nível mais baixo em 15 meses. A moeda europeia valia 1,2755 dólar na noite desta sexta-feira em Nova York.

Foram contagiadas as bolsas asiáticas, latino-americanas, e Wall Street, que embora tenha limitado as perdas durante o pregão, também terminou no vermelho.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conversou na sexta-feira com a chanceler alemã Angela Merkel, e destacou a necessidade de uma "resposta firme" para a crise por parte da comunidade internacional.

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