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07/05/2010 - 14h04

União Europeia celebra 60 anos em plena crise monetária

A União Europeia celebra neste fim de semana, em plena crise, os 60 anos de seu surgimento, obrigando-se a repensar o projeto de moeda comum, o euro, diante a magnitude da crise da dívida grega e também a encontrar uma maneira de revigorar-se para não sofrer uma deterioração em nível mundial.

"Falta um novo impulso para a Europa", resumiu Jean-Dominique Giuliani, presidente da Fundação Robert Schuman, que leva o nome do homem que, no dia 9 de maio de 1950, propôs a criação da Comunidade Europeia do Carbono e do Aço (CECA), embrião da atual União Europeia integrada por 27 países.

A declaração de Robert Schuman, então ministro francês das Relações Exteriores, deu lugar ao "Dia da Europa", que se celebra neste domingo, e que, este ano, terá um gosto meio amargo.

Um dos seus projetos mais audaciosos, o euro, está sendo fortemente atacado nos mercados internacionais, que especulam com a possibilidade de uma crise de dívida soberana na Europa desatada pelos problemas fiscais da Grécia. Para defender a moeda comum, os dirigentes dos 16 países que a utilizam se reuniram nesta sexta para tentar decidir medidas para fortalecer a zona do euro.

"A credibilidade da União Europeia está em queda livre, tanto entre os cidadãos como no resto do mundo", consideraram, em uma matéria publicada nesta sexta-feira no jornal francês Libération, o presidente do Partido Socialista europeu, Poul Nyrup Rasmussen, e a líder dos socialistas da França, Martine Aubry.

"A gestão calamitosa da crise grega é uma falta grave. A Europa deve ressarcir-se se não quiser entrar para história", advertem.

Para remediar a atual crise, os partidários de uma Europa Federal vêm a solução em uma maior integração política do continente, que permita à Europa falar e atuar com uma única voz.

No entanto, a ideia de um regresso para o Estado Nação ganha terreno nos últimos anos. Os partidários desta doutrina defendem o modelo inverso a UE, o que poderá se fortalecer se os Conservadores britânicos, afeitos a esta ideia, se mantiverem no poder.

Inclusive na Alemanha, até então modelo da integração europeia, são os interesses nacionais que ganham maior importância. No ano passado, sua Corte Constitucional fixou medidas restritivas a qualquer avanço adicional na transferência de soberania para Bruxelas.

"O que falta hoje é vontade política e espírito de cooperação", lamentou esta semana o ex-presidente da Comissão Europeia, Jacques Delors, pai de Martine Aubry.

A integração europeia conta com grandes êxitos também: a consolidação da paz entre antigos rivais, como a França e a Alemanha, o desaparecimento das alfândegas, a criação de uma moeda única e a unificação da política de um continente dividido pela Guerra Fria.

Entretanto, para o European Policy Center, um centro de reflexão sobre questões europeias, o problema é mais profundo.

"A Europa sofre agora uma falta de orientação estratégica e de mudanças. O Velho Continente está condenado a uma marginalização progressiva", adverte o Centro.

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