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09/05/2010 - 16h26

FMI aprova empréstimo de 30 bilhões de euros para a Grécia

O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou o empréstimo de 30 bilhões de euros para a Grécia, anunciou o organismo em um comunicado.

"O diretório executivo do FMI concluiu sua discussão sobre a Grécia e aprovou um acordo 'stand-by' de três anos pelo total de 30 bilhões de euros", indicou o organismo num comunicado.

A decisão ocorre depois de uma semana na qual as bolsas europeias desabaram e o euro se desvalorizou frente ao dólar em níveis incomuns em 15 meses, em meio à incerteza sobre se a Grécia implementará medidas de austeridade impopulares e conseguirá evitar a falência.

O empréstimo do FMI faz parte de um pacote de 110 bilhões de euros oferecido junto com a zona do euro.

"O caminho pela frente será difícil, mas o governo projetou um programa crível que está bem balanceado economicamente, bem balanceado socialmente -com a proteção dos grupos mais vulneráveis- e concretizável", considerou o diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn.

"A implementação é agora a chave", acrescentou.

Strauss-Kahn considerou, no entanto, que o FMI e a União Europeia (UE) estão concedendo um "nível de apoio sem precedentes para ajudar a Grécia neste esforço e -com o tempo- ajudá-la a recuperar o crescimento, os empregos e padrões de vida mais altos".

A (UE) se declarou neste domingo determinada a defender a zona do euro por meio da introdução de mecanismos de apoio aos países em dificuldade.

Com este objetivo, os ministros das Finanças da UE se reúnem de emergência em Bruxelas para concretizar a criação de um fundo multimilionário para os países da zona do euro em apuros, um mecanismo inédito destinado a proteger a moeda única do bloco.

"Vamos defender o euro, achamos que devemos dar mais estabilidade a nossa moeda e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para conseguir esse objetivo", declarou a ministra espanhola Elena Salgado, cujo país exerce a presidência de turno da União Europeia.

Os ministros devem estudar uma proposta da Comissão Europeia baseada na criação de um mecanismo de 60 bilhões de euros (76 bilhões de dólares), que permitirá ao executivo comunitário tomar emprestado dos mercados.

Essa operação seria realizada graças à garantia dos Estados membros para, posteriormente, transferir esse dinheiro sob a forma de empréstimos aos países em dificuldades financeiras da Eurozona.

Este tipo de dispositivo já existe apra os países da UE não membros da zona euro, mas não para os que utilizam a moeda única.

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