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10/05/2010 - 10h31

EUA manifestam decepção com junta de Mianmar

Os Estados Unidos estão "profundamente decepcionados" com os preparativos birmaneses para as eleições legislativas, antes do fim do ano, que provavelmente não terão legitimidade internacional, afirmou o emissário americano para Mianmar.

"O que vimos até o momento nos faz pensar que estas eleições não terão legitimidade internacional", afirmou o subsecretário de Estado americano para a Ásia do Leste e o Pacífico, Kurt Campbell.

"Apesar de estarmos muito decepcionados com a resposta das autoridades, eu continuo inspirado pelas pessoas com as quais me reuni que não pertencem ao governo", declarou após um encontro com líderes da oposição.

A líder opositora birmanesa Aung San Suu Kyi, em prisão domiciliar há vários anos, se reuniu nesta segunda-feira com o emissário americano, que viajou a Yangun para discutir sobre as próximas eleições legislativas, das quais a Prêmio Nobel da Paz foi excluída.

Kurt Campbell, adjunto da secretária de Estado americana Hillary Clinton, e a dirigente da oposição foram levados em automóveis diferentes para uma residência de convidados do governo.

Suu Kyi e Campbell não apareceram em público juntos. Também não fizeram declarações antes ou depois do encontro, que teve duração de uma hora e 45 minutos.

Campbell já se encontrara com Suu Kyi em novembro de 2009 em Yangun.

O emissário recebeu a missão, como parte da nova política do presidente Barack Obama, de retomar o diálogo com a junta militar de Mianmar, um dos regimes mais fechados e isolados do mundo.

Os militares prometeram eleições no fim do ano, mas acabam de dissolver a Liga Nacional para a Democracia (LND), o partido da líder dissidente.

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