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10/05/2010 - 17h11

Gordon Brown sacrifica-se por um pacto do Labour com os liberais-democratas

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou nesta segunda-feira sua demissão da liderança do Partido Trabalhista, numa reviravolta inesperada da situação que poderá, inclusive, possibilitar uma aliança com os liberais-democratas de Nick Clegg que, por sua vez, negociavam um pacto com os conservadores.

Tudo leva a crer que o ministro de Relações Exteriores de Brown, David Miliband, seja o grande favorito para o cargo. As bolsas de apostas não deixam por menos.

Mas Brown não vai sair logo. Seria a partir do outono europeu. Ele anunciou, ao mesmo tempo, a abertura de conversações "formais" com os 'Lib Dems', que detêm a chave do próximo governo, depois que os britânicos elegeram na quinta-feira passada o primeiro parlamento sem maioria absoluta - um fenômeno que não acontece em 36 anos, fazendo com que o país se consuma numa crise institucional.

"Tivemos um 'hung parliament' (sem maioria absoluta) quando nenhum partido nem nenhum líder obteve o apoio pleno do país', disse Brown em declaração solene diante do número 10 da Downing Street.

"Como líder de meu partido, devo aceitar o meu julgamento. Penso em pedir ao Labour que ponha em marcha o processo necessário para a escolha de seu líder", acrescentou, afirmando esperar que seu sucessor esteja no cargo antes da próxima conferência do Partido Trabalhista prevista para setembro próximo.

"Não desempenharei nenhum papel nessa eleição. Não apoiarei nenhum candidato individual", declarou o primeiro-ministro.

Por sua vez, Clegg assinalou que a renúncia de Brown era "um elemento importante" para um eventual pacto de governo.

Antes das eleições, quando todas as pesquisas apontavam para o fenômeno do "hung parliament", o ascendente Clegg sugeriu apoio a uma eventual manutenção dos trabalhistas no poder, desde que o impopular e desgastado Brown não renovasse o mandato como primeiro-ministro.

Brown, por sua vez, procurava legitimar nas urnas o cargo que herdou em junho de 2007 de Tony Blair, e obter um quarto mandato inédito para o trabalhismo, mas terminou derrotado em segundo lugar, com 258 deputados, contra 306 dos conservadores; a maioria absoluta se situa em 326 deputados.

Como permitem as convenções, Brown assegura a transição até a formação de um novo gabinete, depois do que também deverá apresentar oficialmente a demissão como primeiro-ministro.

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