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13/05/2010 - 09h17 / Atualizada 13/05/2010 - 13h42

Sobrevivente de acidente aéreo na Líbia se encontra numa condição estável

O único sobrevivente do acidente de quarta-feira de um Airbus A330-200, um menino holandês de 9 anos, permanece hospitalizado nesta quinta-feira em Trípoli em situação estável, um dia depois da catástrofe que matou 103 pessoas e ainda não teve as causas esclarecidas.

Especialistas do governo francês e da fabricante aeronáutica europeia Airbus devem colaborar na investigação sobre a tragédia, em colaboração com as autoridades líbias.

Segundo as convenções internacionais, a Líbia deve coordenar a investigação, na qual também participa o país construtor da aeronave comprada pela companhia líbia Al Afriqiyah, neste caso a França.

O menino holandês, único sobrevivente da catástrofe, se encontra numa condição estável em um hospital de Trípoli, segundo fontes médicas líbias.

"Ele foi submetido a várias operações nas pernas. Ele teve fraturas simples, mas também fraturas múltiplas", declarou um médico que supervisionou as cirurgias, entrevistado pelo canal estatal líbio, que exibiu imagens do menino com as pernas engessadas.

"Ele acordou e a situação é estável. Mas não reage muito aos cuidados da equipe médica", completou.

Dois parentes visitaram a criança nesta quinta-feira.

O menino se chama Ruben e é natural de Tilburg (sul da Holanda), segundo o ministério holandês das Relações Exteriores, que anunciou que ele está bem.

"Quando o estado de saúde permitir será repatriado para a Holanda", afirma um comunicado da chancelaria holandesa.

Ruben voltava de um safari na África do Sul com o irmão Enzo, de 11 anos, a mãe Trudy, 41, e o pai Patrick, 40, de acordo com o jornal holandês Brabants Dagblad. Outra publicação informou que o nome completo dele é Ruben van Assouw.

O governo da Holanda informou nesta quinta-feira que 70 cidadãos do país morreram na tragédia. Um primeiro balanço registrava 61 holandeses vitimados.

A respeito da investigação, o presidente do conselho de administração da Al Afriqiyah, Sabri Shadi, afirmou que um relatório preliminar deve ser divulgado nos próximos dias.

"Mas os resultados definitivos não serão conhecidos antes de vários dias ou semanas", disse.

"É muito cedo para determinar as causas do acidente. Várias comissões de investigação foram formadas e precisamos de tempo antes de tirar conclusões", completou.

O governo líbio descartou no dia do acidente a hipóteses de atentado terrorista contra o voo del A330 procedente de Johannesburgo.

As famílias dos holandeses falecidos na tragédia começaram a chegar a Trípoli para identificar os corpos e discutir o traslado.

Entre as vítimas, além de holandeses, estavam passageiros de nacionalidade sul-africana, alemã, finlandesa, francesa, britânica, filipina e zimbabuana. Os 11 membros da tripulação eram líbios.

O avião caiu pouco antes do pouso. O A330, um aparelho novo, foi comprado pela Al Afriqiyah em setembro de 2009.

Milhares de destroços da aeronave ficaram espalhados em uma ampla área, a 500 metros do extremo da pista de aterrissagem.

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