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14/05/2010 - 18h21 / Atualizada 14/05/2010 - 19h52

Bolsas europeias despencam e euro cai abaixo do US$ 1,24

PARIS, 14 Mai 2010 (AFP) -O euro caiu nesta sexta-feira a seu nível mais baixo desde o fim de outubro de 2008 e as bolsas europeias tiveram fortes quedas, como Madri (-6,64%), que liderou as perdas, em meio a crescentes dúvidas sobre a saúde econômica e fiscal da zona do euro, enquanto Wall Street fechou em forte baixa.

Na Bolsa de Nova York, o Dow Jones perdeu 1,51% e o Nasdaq, 1,98%.

"A tentativa de estabilizar o euro teve um efeito de muito curto prazo", comentou Frederic Dickson, da DA Davidson. As dúvidas do mercado "concentram-se sobre o impacto que esse plano de 1 trilhão de dólares, se for implementado, teria sobre o crescimento da Europa e, mais amplamente, sobre as outras economias, como a chinesa, um importante exportador para a zona do euro".

Na América Latina, a tendência de baixa imperou, e a maior bolsa da região, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) perdeu 2,12%, enquanto Buenos Aires caiu 2,96%, México, 1,63%, e Bogotá, 1,03%.

A moeda única europeia caiu a seu menor nível desde outubro de 2008, para 1,2359 dólar, depois de ter subido a 1,30 dólar na segunda-feira, com o anúncio do superpacote da União Europeia (UE) que emprestará 750 bilhões de euros aos países mais frágeis da zona do euro.

Sinal das crescentes preocupações com a solidez da zona do euro, o ouro alcançou um novo recorde histórico no London Bullion Market, a 1.249,40 dólares a onça.

Os preços do petróleo caíram a seus níveis mais baixos em três meses, com baixas de quase 3 dólares em Nova York (para 71,61 dólares) e Londres (para 77,18 dólares), em um mercado afetado também pelo fortalecimento do dólar e pelas abundantes reservas nos Estados Unidos.

O temor dos investidores por conta dos déficits públicos de Grécia, Portugal e Espanha fez estragos nas bolsas europeias.

Paris caiu 4,59%, Londres, 3,14%, e Frankfurt, 3,12%, enquanto Milão cedeu 5,26%. A bolsa de Lisboa caiu 4,27% e a de Atenas, 3,41%.

A queda mais forte, no entanto, foi registrada pelo Ibex-35 de Madri, que perdeu 662,8 pontos (-6,64%) até ficar nos 9.314,7 pontos.

"As preocupações ganham terreno", explicou Hideaki Inoue, corretor do Mitsubishi UFJ Trust and Banking Corp., com sede em Tóquio.

"A retomada do euro (depois do anúncio do plano) foi desinflada e alguns temem que tudo isso desemboque em uma crise de crédito que afete todo o sistema financeiro", completou.

Na Ásia, a Bolsa de Tóquio fechou em baixa de 1,49%.

"Os investidores precisam de mais provas que os convençam da vontade dos governos de reduzir seus déficits", disseram, por sua vez, os analistas do banco francês BNP Paribas, que não esperavam queda semelhante.

Na quinta-feira, Portugal prometeu aplicar severas medidas de austeridade fiscal para acelerar o saneamento de suas contas públicas. Um dia antes, a Espanha tinha feito o mesmo.

Principais vítimas da preocupação dos mercados, as ações dos bancos foram as mais afetadas.

Em Londres, o Barclays perdeu 6,11% e o Lloyds, 4,74%. Em Madri, o Santander perdeu 8,98% e o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA), 7,58%.

Em Paris, as ações do Société Générale (-8,63%), AXA (-7,55%) e BNP Paribas (-7,41%) lideraram as perdas.

No mercado de títulos públicos, as taxas da dívida grega de 10 anos subiam para 8,012%, contra 7,301% na quinta-feira à noite.

Os rendimentos dos papéis espanhóis e portugueses subiram 3,950% e 4,561%, respectivamente.

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