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14/05/2010 - 15h23 / Atualizada 14/05/2010 - 16h25

Maré negra: Obama ataca petroleiras e anuncia maior controle

Washington, EUA, 14 Mai 2010 (AFP) -O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, atacou nesta sexta-feira as companhias de petróleo por tentarem se culpar mutuamente pela maré negra no Golfo do México e jurou pôr fim às relações "íntimas" entre a indústria e as agências públicas de controle.

Em um tom duro, pouco comum, Obama afirmou que ordenou uma reforma "de cima para baixo" das agências federais responsáveis por autorizar as perfurações no mar e anunciou que serão revisadas as formas como se fazem cumprir as normas de proteção ambiental.

Segundo a Casa Branca, Obama está "profundamente frustrado" com o fato de o petróleo seguir vazando no Golfo do México, três semanas após a espetacular explosão de 20 de abril, seguida dois dias depois pelo naufrágio da plataforma Deepwater Horizon.

O presidente atacou as três companhias petroleiras envolvidas no acidente, que deram o que chamou de "um espetáculo ridículo" ao tentarem se culpar mutuamente pela tragédia ante uma comissão do Senado.

"Não vou tolerar mais dedos acusadores nem irresponsabilidade", disse o presidente após a reunião com assessores. Visivelmente indgnado, Obama disse que o governo federal também precisa assumir responsabilidades e prometeu um controle mais rígido sobre a indústria do petróleo.

Especialistas advertiram que a fuga de petróleo pode ser até dez vezes mais intensa que a estimativa original de 800 mil litros por dia.

Cientistas que analisaram quão longe e rápido se movem as partículas de petróleo em um vídeo distribuído pela BP declararam aos meios de comunicação americanos que saíam do poço na realidade cerca de 10 milhões de litros diários, com uma margem de erro de +/-20%.

Os dados sugerem que a maré negra é o pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos, ofuscando o acidente do Exxon Valdez. Mas a petroleira britânica BP questiona os dados.

O diretor de operações da BP, Doug Suttles, também contestou as novas estimativas, alegando que não há uma forma confiável de medir o vazamento.

"Mas o que posso dizer é que estamos organizando a maior resposta já preparada, e que não depende que sejam 5 mil barris diários ou um valor diferente", disse Suttles à CBS News.

O último esforço da empresa consiste numa tentativa de conectar um "funil" no fundo do mar, sobre o poço, para canalizar desde lá o petróleo até um barco.

Os trabalhos começaram na quinta-feira, mas o processo está levando mais tempo que o esperado, anunciou a BP.

"É verdadeiramente complicado por causa da profundidade" na qual se realizam os trabalhos, a 1.500 metros, disse à AFP o porta-voz da companhia, John Crabtree.

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