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16/05/2010 - 07h17 / Atualizada 16/05/2010 - 07h29

Lula se reúne com Ahmadinejad

teerã, 16 Mai 2010 (AFP) -O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou neste domingo, em Teerã, conversações com seu colega iraniano Mahmud Ahmadinejad com o objetivo de enocntrar uma solução para a crise relativa ao programa nuclear do Irã.

A mediação brasileira é apresentada pelas grandes potências como a última oportunidade para evitar a adoção de novas sanções contra o Irã pelo Conselho de Segurança da ONU.

O presidente também se reunirá com o guia supremo da República Islâmica, o aiatolá Ali Khamenei.

As possibilidades de êxito desta mediação são consideradas escassas pelos Estados Unidos e Rússia. O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, que estava associado à mediação brasileira, desistiu no sábado de viajar a Teerã por falta de propostas iranianas para uma solução.

Em compensação, o chanceler turco Ahmet Davutoglu chegou a Teerã neste domingo a convite de seu colega iraniano Manuchehr Mottaki para participar nas negociações.

Lula chegou no sábado a Teerã com uma delegação de 300 membros para uma visita de dois dias e foi recebido no aeroporto pelo chefe da diplomacia iraniana, Manuchehr Mottaki.

O enriquecimento de urânio por parte do Irã está no centro do conflito com a comunidade internacional, que teme que Teerã esteja tentando obter a bomba atômica, o que é negado pelo governo do país.

As grandes potências propuseram ao Irã que enviasse 70% de seu urânio levemente enriquecido para transformá-lo em combustível altamente enriquecido que o país precisa para seu reator de pesquisas científicas.

Invocando um problema de "confiança", o Irã rejeitou a proposta e disse que prefere uma troca simultânea ou por etapas em pequenas quantidades, feita em seu território, o que foi rejeitado pelas grandes potências.

Frente a essa negativa, o Irã lançou em fevereiro a produção de urânio enriquecido a 20%, o que acelerou a mobilização ocidental para adotar novas sanções por parte do Conselho de Segurança da ONU.

O Irã afirmou neste sábado que houve um acordo sobre a quantidade e o momento da troca de urânio, e se mostrou disposto a discutir o lugar onde a transação ocorreria, mas com garantias concretas, segundo as emissoras de televisão.

Assegurou também que receberá o combustível necessário para seu reator de pesquisa de Teerã, sem dar detalhes sobre como o país chegou a esse acordo.

A declaração foi divulgada horas antes da chegada do presidente Lula a Teerã.

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