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16/05/2010 - 09h25 / Atualizada 16/05/2010 - 09h35

Mais de 150 mil católicos se reúnem na Praça de São Pedro para apoiar Papa


Na Cidade do Vaticano

Mais de 150 mil católicos italianos se reuniram neste domingo na Praça de São Pedro, no Vaticano, convocados pela Conferência Episcopal Italiana (CEI), para manifestar seu apoio ao Papa Bento 16, envolvido numa série de escândalos de padres pedófilos.

"Estour reconfortado com sua presença tão numerosa. Obrigado!", afirmou o Papa no balcão, depois de ter celebrado o Regina Coeli.

"Eu agradeço de todo o coração, queridos irmãos e irmãs, por sua presença calorosa", disse ainda aos fiéis que responderam com um vigoroso aplauso. "A todos quero expressar meu reconhecimento".

"Hoje vocês demonstraram o grande afeto e a profunda aproximação da Igreja e do povo italiano com o Papa e seus sacerdotes. O verdadeiro inimigo que é preciso temer o verdadeiro e contra o qual é preciso lutar é o pecado, o mal espiritual, que às vezes, infelizmente, contamina também os membros da Igreja", lamentou, em alusão aos casos de abusos sexuais por parte de religiosos.

"Que bonito é ver hoje em dia esta multidão na Praça de São Pedro, como foi emocionante para mim ver a imensa multidão em Fátima".

Nas faixas exibidas pelos fieis havia frases como "não tenha medo, Jesus venceu o mal" e "É na comunhão da Igreja que encontramos Jesus", pronunciadas por Bento 16, além de slogans de solidariedade para com o papa como "Juntos com o Papa" e "Santidade, não estás sozinhos, toda a Igreja está contigo".

A concentração foi organizada por um organismo da CEI, o Conselho Nacional das Instituições Laicas (CNAL).

Centenas de ônibus e trens especiais levaram os fiéis mobilizados pelas 67 associações que formam parte da CNAL.

O presidente da CEI, cardeal Angelo Bagnasco, dirigiu uma oração coletiva com leituras, cantos e meditações sobre passagens da Bíblia relacionadas com o significado da purificação, solidariedade e perdão.

No meio da multidão, Christian Papachiolo, seminarista de 25 anos, explicou que estava ali para dar seu apoio ao Santo Padre num momento difícil para a Igreja. "É um bom Papa que soube reagir frente ao drama dos casos de pedofilia", enfatizou.

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